Além de uso de preservativo, vacina contra HPV garante carnaval mais seguro

A camisinha não é 100% eficaz no combate contra o HPV

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postado em 07/02/2013 13:43 / atualizado em 07/02/2013 14:34

O HPV é uma das doenças sexualmente transmissíveis mais comuns e pode atingir até 70% da população no transcorrer da vida, mas o uso de preservativo não é o suficiente para prevenção da doença. Para aproveitar a folia de carnaval com tranquilidade é aconselhável tomar a vacina contra o HPV, que é uma das formas de impedir que a doença se instale no corpo humano.


De acordo com informações do Ministério da Saúde, a cada ano, 137 mil novos casos de HPV surgem no Brasil. A doença pode causar câncer de colo de útero - segundo mais comum entre as mulheres, conforme Dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca) - se não forem diagnosticados precocemente e tratados corretamente.

“O HPV é considerado um agente necessário para as alterações celulares que levam ao câncer de colo uterino. Por isso, é importante conscientizar as mulheres de que a vacina é fundamental”, destaca o citopatologista Dr. Antonio Luiz Almada Horta. Além desse tipo de câncer, o HPV pode provocar verrugas nas genitais.

A camisinha não consegue proteger completamente a infecção pelo HPV, apesar de ser de extrema importância na prevenção de outras doenças sexualmente transmissíveis. Especialistas aconselham ter cuidado com roupas íntimas e banheiros, além de ter acompanhamento periódico de um ginecologista, para as mulheres, e de um urologista, para os homens.

Para uma prevenção completa, é necessário que a vacinação seja realizada em três doses, sendo a primeira na data escolhida e as demais com intervalos de dois e seis meses após a primeira. “As três doses garantem a efetividade da imunização”, explica Dr. Ricardo Ferreira Cunha, especialista em saúde pública. Recentemente, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o uso da vacina para o combate ao vírus HPV em homens de 9 a 26 anos de idade.
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