Artistas abrem carnaval de Recife com show memorável em homenagem ao frevo

Apresentação coletiva abriu programação de Carnaval do Recife, na sexta-feira, no Marco Zero

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postado em 09/02/2013 10:42

Débora Leão/DP/D.A Press
Um espetáculo capaz de deixar folião arrepiado, na ânsia pelos dias de festa que estão por vir. Para abrir o Carnaval do Recife, nesta sexta-feira (8), diversos artistas se revezaram no palco do Marco Zero no show Frevo Patrimônio do Mundo, comandado com brilhantismo por Maestro Spok. À frente da orquestra afinada, o anfitrião levantou a bola dos convidados, compensou falhas, cantou junto, solou no sax. A atuação como fio condutor da noite permitiu momentos memoráveis, como o dueto de Roberta Sá e Lenine (que ganhou ar de atração principal). Juntos, mostraram sintonia ao cantar Máscara Negra, logo após Lenine ter levantado o público com Voltei, Recife.


Outra dupla elogiada foi Nena Queiroga e Luiza Possi. Ambas descalças, fizeram a festa ao som de Chuva de sombrinhas, coincidentemente em um dos momentos em que a chuva ameaçava engrossar. A cantora carioca já havia subido ao palco anteriormente, quando demonstrou intimidade com a cidade (que chamou de "meu Recife") e com o público ("meus amores"), e interpretou com alegria Madeira que cupim não rói. Tão contagiante quanto as versões de Silvério Pessoa para as composições de Capiba: Cala a boca menino, Oh Bela! e Frevo e ciranda.

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Os foliões também curtiram a participação de André Rio, que surgiu com a infalível Ceroula, e de Elba Ramalho, com a previsível porém agradável Banho de cheiro. Muitos aplausos para a interação da Spok Frevo Orquestra com as sanfonas de Genaro e Beto Ortiz e, em outra ocasião, com as guitarras de Armandinho e de Luciano Magno. Quem também se apresentou ao lado de Armandinho foi a cantora baiana Márcia Castro, que acabou roubando a cena com Não se perca de mim e A filha da Chiquita Bacana.

Foi mal

Fafá de Belém chegou ao Marco Zero com fantasia brilhosa, cheia de plumas brancas, e radiante. Mas na hora de soltar a voz em Chapéu de sol aberto, deixou a desejar. Ela acabou sendo salva pela presença de Emílio Santiago, que amenizou a fraca atuação com o conhecido vozeirão. Após a saída de Fafá, por sinal, ele parecia bem mais à vontade, e deu show com Frevo número 1 do Recife e Frevo número 3. A situação se repetiu com Otto e sua versão esquisita para Chego já, um tanto gritada e sem fôlego. O pernambucano ficou em segundo plano com a chegada de Lia Sophia, que encantou a todos com Me segura senão eu caio e Vida boa.

Mas se houve uma apresentação que causou estranheza do início ao fim foi a de Ylana Queiroga e Tibério Azul. Além de terem sidos prejudicados por problemas técnicos no som, os jovens se saíram muito mal ao cantar Evocação número 1.
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