Tranquilidade marca primeiros desfiles na Passarela do Samba

Clima durante a apresentação dos blocos de enredo justifica o tema Carnaval da Harmonia. Não houve registro de ocorrência policial

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postado em 10/02/2013 17:07 / atualizado em 10/02/2013 17:10

Pedro Ventura

Os blocos de enredo são pequenos em relação às escolas de samba dos grupos de Acesso e Especial. Mas era possível ouvir de longe o barulho de cada agremiação na primeira noite de desfiles na Passarela do Samba, que volta ao Plano Piloto depois de oito anos. A estreia dos quatro blocos de enredo, cada um com cerca de 200 componentes, fez jus ao tema Carnaval da Harmonia e não registrou ocorrência policial até o encerramento dos desfiles,



Com o samba-enredo Das lágrimas do criador bate mais forte o coração da Colombina para a alegria do Arlequim, a Unidos de Planaltina abriu os desfiles com a bateria pulsando forte nos auto-falantes. Cantando a história do casal mais famoso dos carnavais, a agremiação semeou o amor na avenida com uma alegoria e cinco alas.

Direto das catatumbas e mundo da bruxaria, a Gigantes da Colina foi do crepúsculo à alvorada com magnífica comissåo de frente e alas bem ensaiadas.Segundo a entrar na avevida, o bloco empolgou a arquibancada com a letra marcante que exaltava a alma de um guerreiro imortal. Bem treinado, percorreu o trajeto de 300m da passarela em 40 minutos cravados.

Terceira agremiação a desfilar, a Acadêmicos do Riacho Fundo II levou para a avenida a luta dos trabalhadores na construção de Brasília. Com 10 alas e aproximadamente 200 componentes, a agremiação homenageou monumentos da cidade e o Lago Paranoá.

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O Projeto Colibri de São Sebastião encerrou o desfile da primeira noite de carnaval na Passarela do Samba cantando as raças do Brasil. Destaque para o carro em homenagem ao presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, reproduzido na alegoria.

Plateia - Famílias, casais, estrangeiros e até quem estava trabalhando não conseguia ficar parado diante dos sambas de letra fácil. A gari Nailine Costa, 29 anos, moradora de Brazlåndia, deu um show à parte no intervalo do trabalho, colada à grade de proteção da avenida. ''É muito mais alegre trabalhar nos desfiles'', afirma.

Com vários acompanhantes fantasiados, o servidor público Afonso Magalhães, 57 anos, montou sua própria agremiação e fez um tour, à tarde, pelos desfiles dos blocos de rua. À noite, foi com toda a família prestigiar a estreia dos desfiles. ''O carnaval do DF está crescendo muito. A mistura de regionalidades que temos aqui resulta em uma festa muito boa'', destaca.

Atento a todos os movimentos, o diretor de carnaval Adriano Gardini mostrava satisfação com o bom andamento dos desfiles. Para ele, a festa democrática merece ser vista por todos os brasilienses. ''A expectativa é que venha o maior número de pessoas para assistir aos desfiles, tão bem preparados pelas escolas'', convida.

Estrutura – O GDF montou uma estrutura especial para o retorno do carnaval ao Plano Piloto. Tendas da Ouvidoria da Polícia Militar, Agefis, Polícia Civil, Administração de Brasília, Secretaria de Justiça, Vara da Infância e Juventude e Corpo de Bombeiros estão instaladas na área da Passarela do Samba.

Equipes do Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran) atuam na fiscalização e no controle de tráfego nas vias próximas ao local do desfile e no estacionamento interno do ginásio Nilson Nelson. A estrutura inclui posto de atendimento médico e banheiros químicos, entre outros equipamentos públicos.

Um caminhão de operações móveis da Polícia Militar está estacionado para dar suporte a qualquer ocorrência. "Estamos preparados para esses eventos de magnitude'', garante o comandante do policiamento do dia, major Bilmar Angelis. A polícia não registrou ocorrências na noite de abertura dos desfiles na Passarela do Samba.

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