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Correio Braziliense

Liderar e chefiar são coisas bem diferentes: conheça os atributos de um líder

Processo para se tornar um líder exemplar envolve bons relacionamentos, inteligência emocional e aprendizado


postado em 08/08/2019 12:09 / atualizado em 08/08/2019 17:17

Alexandre lidera equipe de 45 pessoas, entre elas, Danielle, que está à frente de projeto pela primeira vez este ano(foto: Vinicius Cardoso Vieira/Esp. CB/D.A Press)
Alexandre lidera equipe de 45 pessoas, entre elas, Danielle, que está à frente de projeto pela primeira vez este ano (foto: Vinicius Cardoso Vieira/Esp. CB/D.A Press)
Subir os degraus até alcançar um cargo de chefia é o objetivo de muitos. No entanto, esse desejo não torna o profissional automaticamente um líder. São necessárias diversas características para alcançá-lo, cinco atributos ao todo — autoconhecimento, automotivação, autocontrole de emoções, empatia e capacidade de relacionamento interpessoal —, conforme ressalta a professora Denize Dutra, da Fundação Getulio Vargas (FGV). Além disso, é importante ter paciência, resiliência e capacidade de adaptação.

 

De acordo com ela, que é coordenadora dos MBAs em gestão estratégica de pessoas, cada uma dessas competências pode ser desenvolvida. “Fazer cursos é um começo, mas é preciso aproveitar todas as oportunidades do dia a dia para interagir com as pessoas e expor ideias e opiniões. Quem não faz isso nunca vai influenciar os outros”, acredita. “Existe uma teoria que explica que 70% do nosso aprendizado se dá por meio de interações do cotidiano; 20%, por modelos, isto é, mentores; e 10% por educação formal. As três partes são importantes, não adianta ter uma só.”


Trabalho em equipe

A professora lembra que conhecer a empresa ou a organização em que se trabalha representa ponto-chave para saber influenciar os subordinados. A comunicação clara e transparente também é fundamental.  Com atenção a isso, o contador e diretor executivo de auditoria da empresa multinacional Ernst & Young, Alexandre Dias Fernandes, 45 anos, lidera uma equipe de 45 pessoas em Brasília.

 

Formado em contabilidade há 22 anos e professor de curso de pós-graduação na Universidade de Brasília (UnB), ele destaca o trabalho em equipe como essencial para o bom desempenho. “Isso não significa estar todo mundo junto em uma sala, mas entender o papel do outro e o seu próprio”, observa. Segundo ele, também é preciso agir como coach quando necessário. “Devemos cobrar, chamar a atenção, mas sempre é importante elogiar um serviço bem-feito e mostrar os resultados.”

 

Manter a mente aberta e ouvir os questionamentos dos funcionários também faz parte. “Um bom líder tem que ser capaz de manter relacionamentos. Não pode agir de maneira truculenta. Encarar conflitos é uma arte. Eu procuro ter empatia, me colocar no lugar do outro e, se for o caso, admitir que errei.”

 

Por meio de um bom relacionamento com todos, Alexandre acredita que o resultado do trabalho fica melhor. Nesse sentido, estar aberto às habilidades da juventude contribui muito. “Há uma preocupação sobre quem são os trainees ingressando na empresa. Eles serão os sócios do futuro, e esses jovens nos impressionam pela visão de mundo que têm. Podemos aprender muito com eles, assim como eles aprendem conosco.”


Novos talentos

Com apenas 23 anos, a contadora Danielle Rodrigues assume o primeiro cargo de chefia. Trainee por 10 meses e agora recém-promovida a consultora, ela vai coordenar duas pessoas em um projeto. “Desenvolver minha carreira na empresa sempre foi o meu objetivo, porque vejo uma possibilidade de crescimento exponencial”, declara.

 

No fim de 2018, ela se formou pela UnB e, agora, planeja uma pós-graduação. Danielle vai passar um mês em Nova York, estudando diferenciação de projetos. “No trabalho, aprendi o que é resiliência, e acredito que um bom líder deva ter empatia com o time. Às vezes, o projeto é lindo, mas, se a equipe não flui bem, ele não sai. Unidos, a gente transmite conhecimento um ao outro.”

 

O compartilhamento de conhecimento e a delegação de funções também são aspectos relevantes, mesmo naqueles que não ocupam cargos de alta hierarquia, como explica a psicóloga e mestre em psicologia social pela Universidade de São Paulo (USP) Melina Cavalcante. “Líder é aquele que bate metas com o time e do jeito certo”, resume.

 

De acordo com ela, cada vez mais a visão de autoritarismo perde espaço nas empresas. “Quando falamos em relações no trabalho, a gente caminha para equipes multidisciplinares e relacionamentos mais horizontais. A capacidade de influenciar pessoas e construir relações de confiança é muito importante.”

 

Diante de obstáculos e problemas, Melina lembra que há muitas formas de se guiar os funcionários. “A gente tem que ser honesto. Se tem notícia ruim, é melhor dar logo, ser transparente. Mas também deve-se conter a ansiedade e trilhar o caminho de como passar pela adversidade”, aconselha.

 

Mais do que debater um problema, conseguir decisões consensuais com o grupo, sendo sempre transparente dentro do contexto, faz com que a equipe se sinta mais envolvida em decisões e, consequentemente, mais engajada.

 

Para saber mais

O que é business partner?

Também chamado consultor interno de RH, é o profissional que atua dentro da área de Recursos Humanos de uma empresa com o objetivo de auxiliar os gestores a desenvolver melhor o trabalho de gerenciamento de pessoas. Deve entender de todas as áreas da empresa e dar suporte para gerar políticas, diretrizes e ferramentas, fazendo com que os funcionários se sintam engajados, tenham senso de pertencimento e estejam alinhados aos valores e culturas daquela companhia.

 

 

 

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