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Correio Braziliense

Clubes da Agepol e Adepol se destacam pelo espaço de lazer e confraternização

Os clubes Adepol e Agepol, destinados aos servidores da Polícia Civil, vão além do lazer e proporcionam troca de experiência e criação de laços de amizades


postado em 24/08/2019 06:00

Geovana Oliveira*
 
Paulo Roberto D'Almeida, fundador da Adepol:
Paulo Roberto D'Almeida, fundador da Adepol: "Esse espaço nasceu da amizade. Isso é fruto de muito esforço" (foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)

São anos de história, entre relatos, piadas, lembranças, mas, principalmente, a criação de laços. Os clubes da Associação dos Delegados de Polícia do Distrito Federal (Adepol) e da Associação-Geral dos Servidores da Polícia Civil (Agepol) se tornaram muito mais do que espaços de lazer. Viraram lugares para troca de experiências, confraternização e descanso.

Foi por meio da parceria entre 60 delegados que o clube Adepol saiu do papel em abril de 1988, quando eles buscavam uma sede campestre para a associação. O fundador do clube, o delegado aposentado Paulo Roberto D’Almeida, se lembra bem da procura por uma área. A ideia inicial era comprar um terreno em Águas Lindas (GO), a partir de uma vaquinha entre amigos. Porém, a ideia mudou com a disponibilização de um espaço no Setor de Clubes Sul. “Eu fui atrás, e nós conseguimos comprar esse terreno. Era o mais próximo do Lago Paranoá”, recorda Paulo Roberto.
 
A Adepol fica no Setor de Clubes Sul(foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
A Adepol fica no Setor de Clubes Sul (foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)

A foto, ainda em preto e branco, dos amigos na área que se transformou no clube está estampada em um mural no prédio da sede administrativa, ao lado de outros registros dos primeiros associados. “Este espaço nasceu da amizade. Isso é fruto de muito esforço. Os novos entraram e continuaram reconhecendo o nosso trabalho e preservando a nossa história”, destaca o fundador.

A amizade, ingrediente presente em toda a história do clube, ainda é o que conquista mais associados e cativa os antigos. É o caso do delegado aposentado Adeuri Gomes, 54. “É aqui que a gente encontra os colegas de trabalho anos após a aposentadoria e onde podemos conhecer novos colegas que acabaram de começar na função”, comenta.

O clube fica perto da Ponte JK e ocupa uma área de 31 mil metros quadrados à beira do Lago Paranoá. Com 791 associados, o local conta com 11 churrasqueiras, três piscinas, um campo de futebol, com vestiário e academia, além de quadras para tênis e vôlei de areia, parquinhos e um deck, que dá acesso ao lago, e salões de festa. Às margens do espelho d’água, também é possível praticar esportes, como caiaque, stand up paddle (sup), kitesurfe, windsurfe e canoas havaianas.


Futebol e vinho 

O clube proporciona também momentos de confraternização entre os associados. Eles criaram um campeonato de futebol, batizado de Adeboleiros, e o Clube do Vinho, onde se reúnem às quintas-feiras, há mais de 10 anos, para conversar e degustar a bebida. A delegada aposentada Ildete Ambrósia, 68, é sócia desde a inauguração. “Esse clube faz parte da minha história de vida. Tenho lembranças maravilhosas. Fiz muitos amigos aqui. Eram amigos de profissão, que, hoje, fazem parte do meu ciclo de amizade”, destaca.
 

Descanso

Entre uma investigação e outra, ter um lugar para descansar é fundamental para um policial civil. Foi com essa proposta que surgiu o clube da Agepol, em 1983. “A gente viu a necessidade de cuidar do entretenimento do policial. A rotina dos profissionais se baseava apenas em ir do trabalho para casa e da casa para o trabalho”, conta o presidente do clube, Hugo Silva.
 
Jurandir Rosa (E), Reynaldo Martins, Hugo de Souza, Júlio da Silva Carvalho e Cláudia da Franca: para aliviar o estresse na Agepol(foto: Minervino Junior/CB/D.A Press)
Jurandir Rosa (E), Reynaldo Martins, Hugo de Souza, Júlio da Silva Carvalho e Cláudia da Franca: para aliviar o estresse na Agepol (foto: Minervino Junior/CB/D.A Press)

Para construir o ambiente de lazer, os policiais se reuniram e compraram um terreno no Setor de Clubes Sul, uma área de 37,95 mil metros quadrados. No início, só havia um campo de futebol e duas churrasqueiras. “A pessoa vinha fazer o churrasco, praticamente, no meio do cerrado”, lembra Hugo.

O servidor aposentado da Polícia Civil Jurandir Rosa Gomes, 66, é um dos sócios mais antigos. Com carinho, ele se recorda dos momentos em que saía do plantão e seguia direto para a Agepol. “Depois do trabalho, o destino era certo. Vinha sempre para jogar tênis de mesa e bater papo, além de buscar o alívio do estresse. Um verdadeiro local para descansar”, diz.

O espaço conta com três piscinas: uma semiolímpica, uma social e outra infantil; além de 17 churrasqueiras, academia de crossfit, quadras esportivas e um campo de grama sintética, local de treino para o Flamengo.
 
O espaço oferece piscinas, churrasqueiras, academia e quadras esportivas (foto: Minervino Junior/CB/D.A Press)
O espaço oferece piscinas, churrasqueiras, academia e quadras esportivas (foto: Minervino Junior/CB/D.A Press)

A agente da Polícia Civil aposentada Cláudia da Franca, 54, entrou na corporação em 1984, mesmo ano em que se associou ao clube. À época, quando começou a trabalhar na polícia, ela conta que sofreu com o ambiente formado, em sua maioria, por homens. “O clube veio como um espaço para diminuir essas diferenças e quebrar as barreiras, porque o lugar dava a oportunidade de conversar, além de fazer, ver e rever os amigos”, conta.

Júlio da Silva Carvalho, 55, também tornou-se sócio do clube assim que virou policial civil. “O clube é um ponto de encontro e reencontro. Nós construímos aqui uma família policial”, comenta. 

 
Troca de experiência

Para o sócio e policial civil Reynaldo Martins, 40, estar no clube é mais do que se divertir. É se aprimorar na profissão, trocando experiência com os aposentados da corporação. “Precisamos de um espaço como esse para conhecermos e aprendermos com quem tem mais experiência. E aqui é a oportunidade”, afirma. Além da troca de conhecimento, Reynaldo aproveita para levar os dois filhos, de 6 e 3 anos. “Solto eles e deixo brincarem. Enquanto isso, eu fico com o pessoal, conversando. Acaba sendo empolgante, porque acaba que um colega dá uma dica sobre algum caso policial, e até mesmo sugestões”, acrescenta.
 

Adepol

Fundação: 1988
Associados: 791
Área: 31 mil metros quadrados
Como se associar: qualquer pessoa pode se tornar um sócio, desde que seja delegado ou indicado por três delegados associados. A mensalidade custa 
R$ 257, para sócios efetivos; R$ 79, para sócios atletas (que usam o clube apenas para esporte); e R$ 157, para associados temporários (por indicação).

Agepol
Fundação: 1983
Associados: 1.280
Área: 37,95 mil metros quadrados
Como se associar: qualquer pessoa pode conhecer o clube e se tornar sócio, mediante indicação de algum associado. Para servidores e comunidade em geral, a mensalidade custa R$ 139,24
 
 
 
*Estagiárias sob supervisão de Guilherme Goulart 

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