Eleições 2012

Assassinato e briga envolvendo militantes alteram campanha eleitoral em BH

Manifestações políticas permitidas até as 22h deste sábado foram proibidas na cidade para evitar novos crimes

Estado de Minas
postado em 06/10/2012 17:41
Qualquer manifestação política que envolva a aglomeração de pessoas foi proibida neste sábado em Ribeirão das Neves, na Grande BH, depois que militantes foram vítimas de um atentado e outros se envolveram em confusão durante a madrugada. A decisão foi tomada pelo juiz eleitoral da 286; Zona Eleitoral, Wenderson de Souza Lima. Pela legislação, carreatas, caminhadas e outras manifestações são permitidas até as 22h do dia que antecede as votações.

Na madrugada, militantes da campanha em favor da candidata à prefeitura de Ribeirão das Neves pelo PSDB, Gláucia Brandão, se envolveram em situações policiais. No caso mais grave, um militante foi morto e outro ficou ferido em um atentado a tiros nas proximidades do Bairro Botafogo. Momentos depois, já dentro do Bairro Botafogo, outro militante se envolveu numa briga de trânsito, na qual houve participação de um policial militar.

De acordo com o comandante da 204; Companhia do 40;, capitão Emerson Melgaço, não se sabe se os dois casos estão relacionados, bem como se houve motivação política. ;Embora os fatos sejam coincidentes, não se pode ligar um ao outro nem apontar se foi por briga política;, disse. Ele convocou uma coletiva de imprensa para tratar sobre as duas ocorrências, uma vez que um terceiro sargento da companhia está entre os envolvidos na briga de trânsito.

Por volta das 2h40, militantes em dois carros foram surpreendidos quando um veículo de cor escura, cujo modelo e placa não foram identificados, passou por eles com um dos ocupantes efetuando diversos disparos de arma de fogo. Dois ocupantes de um dos carros, um Corsa Sedan prata placa HIX-8736, foram atingidos. Outras duas pessoas que estavam no veículo com eles escaparam ilesas.

Paulo Joaquim Soares de Souza, de 35 anos, foi baleado na cabeça, enquanto Douglas Pereira Dutra Lima, de 20 anos, foi ferido no braço. Ambos foram levados pelos companheiros de militância à Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) Justinópolis, de onde foram transferidos para o Hospital de Pronto-Socorro João XXIII, na capital.

Segundo a PM, Paulo, que trabalhava na prefeitura da cidade a atuava na campanha da candidata Gláucia, não resistiu ao ferimento e morreu no hospital. Já Douglas passou por procedimento cirúrgico e foi internado. Ele não corre risco de morrer.

Pouco depois do atentado, nas proximidades de onde ocorreu, dois motoristas discutiram após uma fechada no trânsito. O agente penitenciário Weslen Alves da Silva, teria fechado o carro conduzido por Leonardo Ermindo Cardoso, que continha material de divulgação da campanha política de Gláucia Brandão. Segundo a PM, Weslen ameaçou Leonardo, que telefonou para o irmão, o terceiro sargento Daniel Fernandes Coutinho, pedindo ajuda.

Quando o policial chegou no local houve confusão, sem relato de disparo de arma de fogo, e a PM foi acionada. Todos os envolvidos foram detidos e levados para a delegacia. Segundo a PM, a arma que Daniel portava foi apreendida e foram feitos exames residuográficos nas mãos de Weslen, Daniel e Leonardo.

Ainda segundo a PM, não havia indício da participação de nenhum deles no crime ocorrido momentos antes. Até esta tarde nenhum suspeito do assassinato foi identificado. O caso foi repassado para a Polícia Civil.

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