postado em 07/10/2012 07:25

Mais que definir o comando de 5,5 mil municípios, as eleições deste domingo servem de ensaio para os principais players políticos do país. De um lado, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e sua sucessora, Dilma Rousseff, apostam todas as fichas em avançar sobre os grandes redutos da oposição, São Paulo e Minas, minando o prestígio dos adversários na próxima disputa presidencial. Também de olho em 2014, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) faz força para garantir palanque em seu ninho político e arregimentar apoios Brasil afora. Já o governador Eduardo Campos (PSB-PE) busca independência do PT e musculatura para bancar projetos futuros. À margem de tudo isso, o eleitor e suas reivindicações imediatas.
Com a expectativa de manter o PT no Palácio do Planalto, Lula quer garantir palanque nos grandes colégios eleitorais em 2014. A aposta do ex-mandatário é vencer em São Paulo, que não é governada por petistas há oito anos e se tornou um reduto dos tucanos. Lula bancou a candidatura do ex-ministro Fernando Haddad, justificando-o como nome desconhecido e não assimilado ao PT, o que o credenciaria para superar a rejeição do eleitorado paulistano ao partido. ;O risco dessa estratégia é o eleitor não ter tido tempo para conhecer Haddad e apostar no candidato;, avalia Rafael Cortez, doutor em ciência política pela Universidade de São Paulo (USP) e analista da Tendências Consultoria Integrada.
