postado em 07/10/2012 08:10
; Tereza CruvinelA campanha eleitoral deste ano confirmou o afastamento entre os artistas e a política, deixando para trás uma aliança que vem da luta pela redemocratização. A exceção para confirmar a regra está no Rio de Janeiro. O candidato Marcelo Freixo, do PSol, tornou-se o primeiro não petista a receber o cobiçado apoio de Chico Buarque. Caetano Veloso, que há muito havia deixado para trás o tempo do engajamento, voltou a vestir uma camiseta eleitoral e até fez um show com Chico com o objetivo de levantar recursos para a campanha de Freixo.

Mas, se as previsões se confirmarem e Eduardo Paes, do PMDB, for reeleito no primeiro turno, estará também provado que o apoio de artistas e celebridades deixou de ser um trunfo importante como no passado. Numa época de desapreço pela política, Freixo, que tem como vice o músico Marcelo Yuka, foi apoiado também pelo compositor Ivan Lins, pelo rapper Mano Brown, os atores Wagner Moura, Marcelo Serrado e Giulia Gam e o diretor de cinema José Padilha. O prefeito também recebeu apoios, especialmente do mundo do samba. Dudu Nobre e Diogo Nogueira gravaram o jingle de campanha. Alcione, Martinho da Vila, Mart;nália e Arlindo Cruz, declarações de apoio.
Já em São Paulo, o que se viu de notável foi o antiapoio, ou melhor, a rejeição organizada ao candidato do PRB, Celso Russomanno. Um grupo de artistas lançou nas mídias sociais o manifesto Amor, sim; Russomanno, não, que recebeu milhares de adesões. O movimento culminou em um ato no centro da cidade.