postado em 07/10/2012 16:52
Balanço divulgado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por volta das 16h30 deste domingo (7/10) mostra que um total de 1.172 pessoas foram presas durante as eleições, até as 14h10. Destas, 234 eram candidatas a vereador ou prefeito. Entre os motivos das prisões estão a boca de urna, o uso de alto-falantes, o transporte ilegal de eleitores e a corrupção eleitoral.Segundo os dados do TSE, 835 ocorrências envolvendo candidatos foram registradas, sendo que em 601 casos não houve a necessidade de prisão. A maior parte dos registros refere-se a divulgação de propaganda (345 casos). Dentre as 234 prisões de candidatos, 151 foram por boca de urna, 38 por propaganda, 17 por corrupção eleitoral, 10 por transporte de eleitores, seis por uso de alto-falantes, cinco por fornecimento ilegal de alimentos e o restante por motivos diversos.
O Rio de Janeiro é o estado com a maior quantidade de ocorrências envolvendo candidatos, com 134 casos e 72 prisões de postulantes aos cargos de prefeito, vice-prefeito e vereador. Na sequência, aparecem o Mato Grosso, com 23 prisões, e Goiás, com 19.
Em relação aos não candidatos, a Justiça Eleitoral registrou 1.730 ocorrências, com 938 prisões. O estado com o maior número de eleitores detidos é o Rio de Janeiro, com 322 presos. Aparecem na sequência o Rio Grande do Sul (114 presos), Minas Gerais (112) e Bahia (71).
Votação manual
Depois de o Rio de Janeiro ser o primeiro estado a substituir uma urna eletrônica pela votação manual, um novo caso de troca do equipamento eletrônico pelo uso de cédulas de papel ocorreu na zona rural do município de Monte Alegre, no Pará. De acordo com o TSE, um total de 1.763 urnas foram substituídas em todo o país até as 15h30. O Rio de Janeiro é o estado onde mais equipamentos deram deito, com 244 urnas trocadas, seguido por Santa Catarina (171), Rio Grande do Sul (158) e São Paulo (141).