Eleições 2012

Segundo turno une partidos e candidatos que não costumam caminhar juntos

postado em 25/10/2012 08:15
Apoio do PSB ao candidato tucano Arthur Virgílio, em Manaus, está baseado no
O segundo turno das eleições municipais uniu, em 11 capitais, partidos antagônicos no plano nacional. O quadro de alianças na reta final da campanha mostra que, em alguns casos, as legendas dispensam a lógica das afinidades políticas e ideológicas e optam pelo pragmatismo e pela conjuntura local. Em seis das 17 capitais que ainda não escolheram seu próximo prefeito, legendas da base de sustentação da presidente Dilma Rousseff (PT) decidiram se aliar a candidatos de partidos de oposição ao governo federal. O contrário ; oposição aderindo à campanha de candidatos de partidos governistas ; ocorre em cinco delas.



Apesar do argumento de que as alianças locais respeitam mais o contexto político de cada cidade e que, por isso, nem sempre respeitam o alinhamento nacional, os partidos também levaram em consideração, nos acordos do segundo turno, as eleições presidenciais. Potencial candidato ao Palácio do Planalto em 2014, o senador mineiro Aécio Neves (PSDB), por exemplo, quer atrair o apoio do PSB, uma das legendas que mais cresceram neste pleito, para o seu lado. Com várias possibilidades no horizonte ; manter-se na base de Dilma em troca de mais espaço na aliança com o PT, fazer o vice em uma chapa tucana ou alçar voo solo ;, o presidente nacional da legenda, governador Eduardo Campos, retribui o flerte sem demonstrar preferências.



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