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Documentarista Eduardo Coutinho ganha mostra em sua homenagem

O documentarista Vladimir Carvalho organiza retrospectiva apresentada em mostra paralela

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postado em 16/09/2014 08:00 / atualizado em 16/09/2014 10:56

 

Leo Martins/Agência O Globo

 

“O perigo do documentário é ser exótico e folclórico: eu tento reprimir isso”. Talvez nessa declaração de Eduardo Coutinho, em entrevista a Claudio M. Valentinetti (em livro da série Cadernos Cine Academia), o diretor expressasse a súmula de seu ofício, declaradamente, com maior alicerce na ficção — precisamente nas obras de Luis Buñuel, Fritz Lang, John Cassavettes, Jean Renoir e Jean-Luc Godard.



Quase oito meses depois da trágica morte de Coutinho, o homem que achava indecifrável e “chatíssima” a palavra documentário, no 47º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, será homenageado em uma retrospectiva organizada pelo amigo (também de ofício) Vladimir Carvalho.

Curador da celebração ao amigo com quem interagiu por mais de meio século, Vladimir é pontual: “A mostra não será exaustiva, privilegiamos aspectos enxutos e ligados aos documentários (serão seis ao todo). Em Coutinho, vemos uma originalidade que não dispensava a ética. Nisso, ele era exemplar e visceral. O Festival de Brasília se enaltece — diante da relação de Coutinho com o evento —, ao acolher esta retrospectiva”, comenta.

O ensaísta de temas culturais Carlos Augusto Calil complementa: “Foi o cineasta que melhor realizou a vocação documental do cinema brasileiro, já prenunciada no decênio de 1920. Egresso do cinema político e dramático, Coutinho foi se despojando da militância e abraçando a realidade, conforme ela se apresentava ao seu olhar cada vez mais cético. Reduziu o cinema à sua essência: uma conversa que é sempre representação”.

Na visão da atriz Dira Paes, Coutinho é ímpar, como a filmografia dele sublinha. “Além de obra de cunho social, tinha a capacidade de extrair dramaturgia de documentário, e isso é muito rico, especialmente na visão de um ator. Coutinho prezou um cinema humanista, sofisticado de ideias e de construção de uma realidade que podia ser relaxada e performática”, analisa.

Mostra Eduardo Coutinho

17 de setembro (quarta-feira)
Santo forte (1998).

18 de setembro (quinta-feira)
As canções (2011).

19 de setembro (sexta-feira)
Jogo de cena (2007).

20 de setembro (sábado)
Babilônia 2000 (2000).

21 de setembro (domingo)
O fim e princípio (2005).

22 de setembro (segunda-feira)
Edifício Master (2002).

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