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Filme Brasil S/A aborda temas como o desenvolvimento econômico e o progresso

Trata-se do primeiro longa de ficção do cineasta pernambucano Marcelo Pedroso, que será exibido nesta quinta-feira (18/9) na 47ª edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro

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postado em 18/09/2014 08:02 / atualizado em 19/09/2014 13:30

Simio Filmes/Divulgação


Homens trabalhando no campo. Máquinas industriais. Carros. Prédios. Uma corrida espacial. A bandeira do Brasil. Brasil S/A, filme que integra a Mostra Competitiva do 47º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, é o primeiro longa de ficção do cineasta Marcelo Pedroso. Entretanto, em vez de seguir por um caminho oposto ao que vinha trilhando em seus documentários e curtas, o diretor pernambucano aproveita a ocasião para tratar de questões que permearam os trabalhos anteriores, como o desenvolvimento econômico, a ideia de progresso e a situação atual do país, somando mais uma peça importante à sua filmografia que insiste em incomodar.


Em KFZ-1348 (2008), longa de estreia de Pedroso e Gabriel Mascaro, diretor que também concorre no festival com Ventos de agosto, a trajetória de um fusca que passou pelas mãos de oito proprietários durante 40 anos é usada para fazer uma leitura do Brasil e da sociedade brasileira. Posteriormente, em Pacific (2009), Marcelo usou as filmagens que passageiros fizeram durante um cruzeiro rumo a Fernando de Noronha para capturar a ascensão da nova classe média. Ambos os filmes passaram em mais de 20 festivais e foram premiados e reconhecidos pela crítica.

A ficção Brasil S/A acompanha a história de Edilson (Edilson Silva), um cortador de cana que, com a chegada das máquinas, deixa o campo para se engajar em sua primeira missão espacial. “Um pequeno passo para ele, um salto enorme para o Brasil”, como diz a sinopse. Pedroso explica que a ideia surgiu a partir de um bloco de imagens que, para ele, refletiam o caráter acelerado do desenvolvimento econômico no Brasil e um processo de transformação muito grande. “O filme é uma espécie de leitura sobre esse ideal de progresso”, conta.

Os personagens e situações foram usados como uma construção alegórica. “O passado de Edilson representa a fase agrícola do país, e, a sua missão espacial, o desejo de conquista de uma outra posição social. Desde sempre, o Brasil teve uma condição subalterna, de Terceiro Mundo, e desenvolvemos desejos de prosperidade, de grandeza, de ser um país do futuro, ‘gigante pela própria natureza’. Vivemos um momento de transição e tudo isso me inquieta. Os modelos de progresso. O projeto reducionista. O que o filme propõe é uma leitura crítica, e não apontar o que é certo ou errado”, afirma.

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