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Noite de conflitos no Festival de Brasília do Cinema Brasileiro

Na primeira noite da mostra competitiva, o Festival retomou a tradição de jogar luz a temas contemporâneos relevantes

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postado em 18/09/2014 15:00 / atualizado em 19/09/2014 13:30

 

Carlos Moura/CB/D.A Press
 

 

A primeira noite de mostra competitiva do 47º Festival de Brasilia do Cinema Brasileiro reacendeu a antiga tradição do evento cinematográfico em abordar questões contemporâneas de extrema relevância. O começo da noite, iniciada com atraso de meia hora, teve pequenas falhas. Por algum problema de execução, o canhão de luz que normalmente iliumina os representantes dos filmes não funcionou. Cineastas e equipe ficaram na penumbra durante os discursos para o público que ocupou apenas parcialmente o Cine Brasilia ontem (terça, 17/ 9). A falha técnica preparou o público para o clima soturno do curta-metragem Loja de répteis, de Pedor Severien. A produção pernambucana, com a atriz Maeve Jinkings como um dos nomes do elenco, fala de forma simbólica sobre as jaulas que aprisionam o desejo das pessoas. E cidades que aprisionam indíviduos. No palco do Cine Brasilia, Severien discursou sobre um tema recorrente do cinema recifense: a especulação imobiliária e a verticalizacao das cidades.

Um filme-colagem sobre a guerra civil da Siria, Bashar foi o segundo curta apresentado na noite. Os realizadores de São Paulo corajosamente viajaram até o país para registrar o efeito da guerra nas ruas. O documentário de Diogo Fagotte apresenta para brasileiros o cinismo dos senhores da guerra em mais um dos conflitos contemporâneos, ao mesmo tempo, que cobre a lacuna do jornalismo de guerra institucional praticado pela grande mídia mundial que omite a escala de destruição dos últimos conflitos bélicos no planeta.

 

Se o filme de Severien era sobre prisões imaginadas, o longa-metragem da noite, o documentario Sem pena se refere a grades bem reais. Dirigido por Eugenio Puppo, o único filme documental da competitiva esquadrinha o sistema penitenciário brasileiro em todas as suas nuances. O público manteve a atenção as histórias de ex-presidiários reunidas com opiniões de especialistas. Todos narrados em off , sobrepostas sobre imagens cotidianas do mundo carcerário. O filme de Puppo desenha um panorama aprofundado da questão no Brasil, país que concentra a terceira maior população carcerário do mundo e que muito pouco reflete sobre seus deslizes e fracassos. Nahima Maciel, Ricardo Daehn, Mariana Vieira, Juliana Figueiredo, Paula Bittar e Yale Gontijo

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