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Em Crônicas de uma cidade inventada, cineasta apresenta os bastidores de Brasília

"Temos no elenco do curta atores e não atores. Mas ainda que sejam atores, estão interpretando algo que realmente aconteceu na vida deles", explica Luísa Caetano

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postado em 19/09/2014 16:37 / atualizado em 19/09/2014 17:27

Luísa Caetano/Divulgação


A partir de discussões de um grupo criado informalmente surgiu a ideia que resultou com o curta-metragem Crônicas de uma cidade inventada. O filme se passa ao longo de um dia em Brasília. Locações como o Congresso Nacional e a Rodoviária do Plano Piloto são ambientes que contribuem para a identificação do espectador com a cidade. “Brasília foi uma cidade inventada, possui uma história curta se comparada a São Paulo, Curitiba e Rio de Janeiro. Estamos em um processo de construção de identidade, com intervenções urbanas e eventos culturais acontecendo a todo momento.” Segundo a diretora, a intenção do curta é de explorar a relação das pessoas com a cidade por meio de crônicas, experiências próprias.


“Fizemos um teste de elenco em plena rodoviária. Ali, abrimos espaço para qualquer um que quisesse participar”, conta Luísa. A diretora afirma que se trata de um filme híbrido, que utiliza de aspectos ficcionais e documentais. “Temos no elenco do curta atores e não atores. Mas ainda que sejam atores, estão interpretando algo que realmente aconteceu na vida deles. Ficção e realidade se misturam e se complementam em todo o curta.”

Durante o teste de elenco, Luísa pergunta às pessoas “o que um filme sobre Brasília deve ter?”. Quando questionada sobre o mesmo assunto, a diretora responde “que não tem essa resposta pronta e que não gostaria de ter. O filme é um mosaico, Brasília são várias Brasílias. A ideia é levantar temas e promover discussões em torno dessa pergunta. Quem deve responder é o público”. Sobre a construção de uma identidade própria da cidade, Luísa acredita que falar de algo fixo acaba por engessar e limitar as características de um local. “Acho que é a tendência é, na verdade, um processo de construção e desconstrução a todo tempo.”


Luísa voltou ao palco onde já fora premiada há quatro anos, na 43ª edição do festival, com o curta Entre vãos. Esse filme se passa em uma zona rural, onde a equipe visitou uma comunidade quilombola denominada Kalunga. Ali também foi explorada a relação dessa comunidade com a cidade de Cavalcante, Goiás. Desta vez, Luísa quis sair do meio rural e retratar o ambiente urbano, mais especificamente Brasília, onde a maioria da equipe do curta nasceu e cresceu.

O filme será exibido novamente no Cine Brasília às 18h de domingo (21/9) e às 18h30 pela Mostra Brasília, no Sesc Ceilândia, CG do Gama, Teatro da Praça de Taguatinga e Teatro de Sobradinho."
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