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Misto de documentário e ficção, Branco sai. Preto fica mostra uma Brasília futurística

Longa de Ardiley Queirós mostra uma capital dominada pela segregação social

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postado em 20/09/2014 08:03

Leonardo Filiciano/Divulgação
 

 

A carreira do cineasta ceilandense Adirley Queirós despontou anos atrás na 37ª edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. O curta-metragem Rap, o canto da Ceilândia, participante da extinta mostra 35mm do festival, se destacou dos concorrentes logo nos primeiro minutos de projeção. Anos depois, Adirley acumulou as experiências de curta-metragem de ficção, com Dias de greve, e de dois longas-metragens: o documentário Fora de campo e o híbrido A cidade é uma só? (2012). Em cada um deles, o diretor avançou os experimentos cinematográficos feitos em parceria com o coletivo CeiCine.



Branco sai. Preto fica é um filme de difícil rotulação. Na verdade, melhor nem tentar classificar. A base da história foi o episódio real de truculência policial que aconteceu no baile do Quarentão (ginásio usado para estas), em Ceilândia há 20 anos. Partindo da história que marcou o imaginário coletivo dos moradores cria-se uma ficção científica com foco nas relações sociais no futuro, dentro do Distrito Federal.

“Acredito que fizemos um filme de fabulação. Dois personagens tinham de falar de perdas diretas a partir de um episódio real, mas decidimos apresentar um documentário que assumisse radicalmente a ideia de fabulação e se transformasse em um filme de gênero”, explica Adirley, cujo filme concorre na mostra competitiva do festival e na Brasília.

Curtas

 

Otto Desenhos Animados/Divulgação
 

Nua por dentro do couro
(Maranhão, 2014, 21min). De Lucas Sá. Lucas Sá traz para a capital o inédito Nua por dentro do couro, nona película sob direção do jovem maranhense de apenas 21 anos. Sá também é roteirista do curta metragem e vem se destacando na nova geração de cineastas com sua intensa produção. A sinopse (“ela protege a sua carne, mas o couro começa a cair”) aparentemente não diz muito, assim como as primeiras cenas do curta. Mas são suficientes para instigar o espectador a mergulhar em um condomínio residencial onde as personagens vivem, mas não interagem. O elenco conta com participação das atrizes Gilda Nomacce e Miriã Possani.


Castillo y el Armado

(Rio Grande do Sul, 2014, 13min). De Pedro Harres. A única animação da mostra competitiva tem 12 festivais nacionais e internacionais no currículo, dentre os destaques o Festival de Veneza. É o primeiro filme do gênero na carreira do jovem diretor Pedro Harres. O roteiro do curta foi baseado em uma história real que aconteceu com o diretor de arte Ruben Castillo. Os diálogos são narrados em um dialeto fronteiriço do Uruguai com o Brasil. “A faísca surgiu de uma camiseta do Ruben com um peixe desenhado a mão. A imagem atiçou minha curiosidade. Ele me contou a história e o resto foi consequência”, revela Harres. O filme conta a história de um homem que, em uma noite de ventania, encontra sua própria brutalidade na linha do anzol.

 

 

 

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