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Terceira noite da mostra competitiva pôs à prova o quesito paciência

Com programação voltada a cinéfilos iniciados, a noite nobre do festival não apostou em unanimidade

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postado em 20/09/2014 13:01

“Na ordem de disposição entre as propostas de exibição de curtas e longas-metragens, noto quebras”, opinou Taciano Valério, diretor do longa Pingo d’água,exibido na terceira noite do festival de cinema. Valério assumiu responsabilidade de peso, na programação: defendeu um filme em preto e branco (feito com menos de R$ 20 mil) e com trama voltada aos bastidores da feitura (ou melhor, a não realização) de um longa-metragem. Se não foi “ditatorial” na realização do filme, em termos do comando dos atores, Valério não pode ser com parte do público, que, sem sintonia com a obra, teve liberdade para deixar o Cine Brasília.


Os dois curtas mostrados na tela, antecedendo Pingo D’água, em nada, facilitaram a vida dos espectadores. O primeiro, Vento virado (do mineiro Leonardo Cata Preta), fundiu misticismo e limitação financeira, enquanto Geru, produção paulista assinada por Fábio Baldo e Tico Dias, trouxe o dia a dia de um senhor, às vésperas de completar um século. Durante a apresentação do longa Pingo d’água, ainda no palco, o realizador do filme lembrou uma ausência sentida por cinéfilos: na cadeira cativa do crítico baiano não estava João Carlos Sampaio, morto em maio de 2014.
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