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Ventos de agosto marca a estreia de Gabriel Mascaro em longas de ficção

A produção recebeu menção honrosa no Festival de Locarno

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postado em 21/09/2014 08:02

Desvia Produções/Divulgação

Em Ventos de agosto, um estranho pesquisador de sons do vento visita uma vila praieira que está sendo devorada pelo mar. O personagem é vivido por Gabriel Mascaro, diretor do longa que será exibido hoje na Mostra Competitiva do 47º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro.

O cineasta pernambucano começou a pesquisar sobre o avanço do mar no litoral brasileiro e se deparou com várias mansões abandonadas e destruídas pelas ondas. As cenas o fizeram refletir sobre a ocupação desordenada do Nordeste brasileiro, a especulação imobiliária, a subida das marés varrendo parte do litoral, e inspiraram o longa.

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Ventos de agosto se concentra em um pequeno cemitério à beira-mar que está sendo engolido pelas ondas. A protagonista é Shirley, jovem que decide deixar a cidade grande para morar na pacata vila de pescadores e cuidar de sua avó. Ela é motorista de trator numa fazenda de coco, e, mesmo isolada, cultiva o gosto pelo punk-rock e o sonho de ser tatuadora.

“Tentei construir uma personagem feminina intrigante, que, mesmo forçada a viver num lugar praieiro e pacato, reafirma a urbanidade e a cultura punk. O Brasil contemporâneo é paradoxal. Mesmo com seu papel emergente na economia mundial, lugares e pessoas vivem à margem das instituições”, reflete o cineasta.

CURTAS

Fulano Filmes

B-flat
(São Paulo, 2013, 24 min). De Mariana Youssef.
A sutileza dos tons que predominam na fotografia do curta B-Flat, de Mariana Youssef, destoa um pouco das cores fortes da cultura indiana. Não é por acaso. A estética completa a mensagem escondida nos diálogos do roteiro. Dois homens com histórias de vida diferentes se encontram em uma viagem para um vilarejo no interior. Um leva uma tuba, o outro uma caixa de conteúdo misterioso. No fim do percurso, o público descobre que os personagens têm mais em comum do que se podiam imaginar. “Muitos atores durante os testes me perguntaram como consegui escrever um roteiro tão indiano. Na verdade, o filme trata de um tema universal e isso é inerente em qualquer lugar que você esteja. O curta é muito especial para mim por causa disso”, revela a diretora. (Paula Bittar, especial para o Correio)


Luz/Divulgação

Luz
(Rio de Janeiro, 2014, 25 min). De Gabriel Medeiros.
Luz, ou melhor dizendo, a falta dela, é o cerne do curta documentário dirigido por Gabriel Medeiros. A realidade retratada pelo filme atinge mais de 10 mil pessoas no Rio de Janeiro ainda no ano de 2014. Diretor e montador de curtas como Gericinó, Do lado de fora e Espaços invisíveis, Medeiros explora a falta de luz para além dos problemas comuns a esse grupo. A particularidade das experiências são retratadas justamente na manifestação dessa ausência na vida de cada homem e mulher apresentados. Qual a relação entre a luz e as personagens e qual o significado dessa para aqueles que vivenciam tal situação cotidianamente são elementos que pautam e constroem a narrativa do curta.

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