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O curta metragem B-Flat tem a Índia como cenário

O encontro de dois homens desconhecidos revela sensações inusitadas

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postado em 21/09/2014 16:11 / atualizado em 21/09/2014 16:18

Fulano Filmes/Divulgação.


Paula Bittar
Especial para o Correio

A sutileza dos tons que predominam na fotografia do curta B-Flat, de Mariana Youssef, destoa um pouco das cores fortes da cultura indiana. Não é por acaso. A estética completa a mensagem escondida nos diálogos do roteiro. Dois homens com histórias de vida diferentes se encontram em uma viagem para um vilarejo no interior. Um leva uma tuba, o outro uma caixa de conteúdo misterioso. Ao final do percurso, o espectador descobre que os personagens têm mais em comum do que se podiam imaginar.

A narrativa se passa, na maior parte do filme, em uma estrada na Índia. A escolha por filmar em um país tão distante foi essencial para dar vida à narrativa. “Tenho uma fixação por falar de solidão. O gatilho do roteiro era imaginar que mesmo em um dos países mais populosos do mundo há pessoas solitária, porque esse sentimento vem de dentro. Acabar com isso não depende das pessoas que estão ao lado”, diz Mariana.

As filmagens

Antes do curta B-Flat, a cineasta não conhecia a Índia. Conheceu o país por meio do trabalho. O roteiro, muitas vezes, ingênuo fala de um sentimento compartilhamos independente da idade, do gênero e nacionalidade. "Muitos atores durante os testes me perguntaram como consegui escrever um roteiro tão indiano. Na verdade, o filme trata de um tema universal e isso é inerente em qualquer lugar que você esteja. O curta é muito especial para mim por causa disso", revela a diretora.
O teste de elenco trouxe surpresas para a equipe brasileira. "Todas as vezes que entrava um ator na sala de audição, a assistente de produção arregalava o olho e me cutuva dizendo: `olha quem está aqui´. Eu não sabia quem eram. Depois entendi. Era como se o Tarcísio Meira ou Toni Ramos viesse para fazer o teste. Eram grandes atores, experientes e tinham milhares de filmes e peças no currículo", conta Mariana Youssef.
Um dos percalços para a produção fora do país foi a língua. "Apesar deles falarem inglês, é difícil compreender. Foi complicado conseguir explicar tudo o que queríamos. Eles são a maior indústria de cinema do mundo, não há dificuldade para conseguir material para amparar as filmagens, mas a cultura é muito diferente", conta.

Duas perguntas para Mariana Youssef

De onde vem o nome B-Flat?

B-Flat é o nome em inglês da nota si bemol. Quando toca a nota si bemol na tuba, o jacaré produz um sonho como se estivesse tentando imitar o som. Aquilo de alguma maneira o atrai. A gente encontrou isso na internet e é verdade. Fez todo sentido dentro do roteiro.

Como foi trabalhar com os protagonistas do filme?
Foi espetacular! Foi brilhante! Consegui colocar em prática, acho que por conta da dificuldade de nos comunicarmos, toda a técnica que havia estudado e ainda recorrer ao que é mais puro do ser humano o olhar. Foi muito interessante esse processo com os atores. Ficamos cinco dias na casa de um deles preparando os personagens. Ao mesmo tempo que precisavam de uma intimidade e química, queria manter uma certa distância entre eles porque eram dois desconhecidos.
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