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Críticas mostra competitiva

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postado em 23/09/2014 16:13 / atualizado em 23/09/2014 16:25

 

Gabriel Martins/Filmes de Plástioco
 

 

Crítica// Ela volta na quinta

 

Não há sentido em analisar o longa-metragem da mostra competitiva, Ela volta na quinta menosprezando seu poderoso dispositivo de cinema. O objetivo aqui é alcançar a encenação espontânea com propensão ao gênero documental. Mais especificamente, o docudrama. Esta é apenas a superície da história da família do cineasta André Novais: pai, mãe, irmão, cunhada, namorada e o próprio diretor representam eles mesmos no ambiente familiar em que vivem.



A família passa por momentos de crise desde que o casamento dos pais (Norberto e Marlete), juntos há 38 anos, está por um fio. O possível divórcio do casal que ja não divide mais a mesma coberta (embora durma na mesma cama) consome boa parte dos diálogos entre parentes que encenam um script cotidiano com distrações de vídeos bobos do YouTube, um passeio pela feira ou um churrasco entre amigos.

Novais realiza um cinema sem fronteiras, calcado em encenação naturalista e tédio. Faz isso sem a necessidade de se afirmar como autor de desconstruções mirabolantes com um controle absurdo de condução da história e, nesse caso, nos acontecimentos da vida de sua família. Esconder este controle é uma das belezas desta película simples nas aparências mas feito por uma complexidade ímpar

Curtas-metragens

 

Giovanna Pezzo/divulgação

 

O curta La llamada tem uma natureza minimalista. É uma película monocromática com função de registrar a movimentação diária numa pequena banca de verduras, instalada em um povoado da ilha de Cuba, cujo proprietário Lázaro Escarze é um ferrenho defensor da revolução de Che e Fidel. O cubano tem uma religião chamada socialismo e essa formação ideológica o transforma em um personagem de difícil dominação. A cena em que o comerciante discute a inclusão de uma encenação dolorosa para Lázaro junto ao cineasta dono da película, o brasileiro Gustavo Vinagre, vale como manifesto sobre o excessivo controle que os documentaristas podem exercer sobre seus atores sociais.A filiação ao cinema de gênero do horror é a principal característica do curta-metragem Estátua!. Esta é também a principal marca do estilo da curta-metragista baiana, radicada em São Paulo, Gabriela Amaral Almeida. Desde que apresentou seu curta-metragem A mão que afaga, há dois anos no 45º Festival de Brasília, a realizadora parece ter afinado ainda mais essas intenções. Se no primeiro filme, igualmente um terror de apartamento, ela trabalhava com sugestões de um acontecimento terível, neste o suspense construído na relação entre a babá grávida (Maeve Jinkings) e uma criança mimada (a atriz mirim Clarisse Kriste) é explicíto. E, digamos, palpável.

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