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Bom momento da produção brasiliense se reflete também no Festival do Rio

Três filmes da capital estão na mostra competitiva do Festival

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postado em 27/09/2014 08:05

Monique Renne/CB/D.A Press - 29/7/13


O feito de Branco sai, preto fica, o grande vencedor do 47º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, é a ponta mais visível da produção cinematográfica produzida no Distrito Federal. Além da mostra principal, o filme de Adirley Queirós levou o título de melhor longa-metragem da competitiva da Mostra Brasília, organizada pela Câmara Legislativa, exclusivamente dedicado ao cinema local. A Mostra Brasília exibiu também dois longas-metragens de ótima qualidade: Zirigui dum Brasília — A arte e o sonho de Renato Matos, de André Luís Olvieira, e Jogo da memória, de Jimi Figueiredo.


O aumento da produção de filmes feitos no DF permitiu a seleção de outros 13 curtas-metragens que finalizaram a amostragem de películas locais e ocuparam as tardes de festival no Cine Brasília. No entanto, há uma outra boa notícia para o cinema brasiliense depois do encerramento do Festival de Brasília. Três filmes rodados na cidade estão entre os concorrentes da mostra Première Brasil no Festival do Rio, iniciado na última quarta-feira, no Rio de Janeiro.

A produção O fim e os meios, o novo filme de Murilo Salles, teve locações em São Paulo, no Rio de Janeiro e em Brasília. Por aqui, foram filmadas as cenas que apresentam um casal vivendo os bastidores da política no Congresso Nacional. Parte do filme foi financiada por editais da Petrobras, do Polo Cinematográfico de Paulínia e do Fundo de Apoio à Cultura (FAC) da Secretaria de Cultura do Distrito Federal. “Dá para dizer que o ecletismo brasileiro está nesse filme. Ele foi feito em muitos estados, mas diria que 51% do alma do filme é brasiliense”, acredita o diretor, Salles, que estreou sua nova película em sessão na última quinta-feira na capital fluminense.

Antes de filmar aqui, o diretor carioca conhecia a cidade pelos olhos de um turista, resumida por diversas participações no Festival de Brasília do Cinema Brasileiro e aprovou a estrutura de produção da cidade. “Nós conseguimos a estrutura necessária para a feitura do filme. Hoje em Brasília, há um núcleo de profissionais de cinema de excelência”, refere-se Murilo ao acordo de coprodução com a produtora Pá Virada Filmes.

No entanto, a verve crítica de Murilo percebeu falhas no mecanismo governamental. “Ainda há muita incompreensão dos governos do potencial de Brasília como cenário cinematográfico. Essa cidade tem locações que só existem aí. Assim como o Rio de Janeiro tem o seu Film Comission, Brasília precisa montar esta estrutura de apoio aos cineastas que vêm de fora”, acredita o realizador.

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