<p class="texto"><img src="https://imgsapp2.correiobraziliense.com.br/app/noticia_127983242361/2015/09/16/498761/20150915164800645884u.jpg" alt="A família Dionti, primeiro título da mostra competitiva, é dirigido pelo cineasta Alan Minas" /><br />;Não carecemos de profissionais na área de roteiro, mas precisamos de uma reestruturação de mercado, que sempre pende para o que seja comercial. Nas comunidades, os espectadores respondem bem, de forma erudita ; se reconhecem e se emocionam, com filmes elaborados. Basta oferecer;, analisa o diretor Alan Minas, do longa que inaugura a mostra competitiva do 48; Festival de Cinema. Aos 46 anos, à frente do filme<em> A família Dionti</em>, Minas estabelece na tela o que chama de ;a lógica da criança;: pesa nisso, um cinema que bebe de realismo mágico e de regionalismos, enamorado do fantástico. ;A minha influência total é Guimarães Rosa e Manoel de Barros;, entrega.<br /><br />[VIDEO1]<br />Em <em>A família Dionti</em>, personagens ardem na estrada de terra e o calor do sol ;roseano; se afirma. Na trama, um pai cria, sozinho, dois filhos: o mais velho é tão seco, a ponto de chorar areia. Já o outro derrete ao se apaixonar pela primeira vez. O pai fica atento à condição do caçula, uma vez que a esposa evaporou, apaixonada por outro. ;A mãe permeia toda a história, sem aparecer uma única vez;, destaca o diretor.<br /><br />Jogar com imagens impactantes foi um risco assumido. ;Desde o primeiro tratamento da história, pensava: ;Não é uma coisa muito absurda e que beira o ridículo?;;, relembra. Dúvidas foram demovidas pela proposta de sugestionar, mais do que expor imagens. ;Gosto muito do potencial da transfiguração. Tive o suporte de efeitos especiais com alunos da National Film and Television School (Inglaterra), mas preciso que o espectador construa comigo o conteúdo;, observa.<br /><br />O menino derretendo, por exemplo, vai ficar restrito à imaginação das pessoas. É parte do cinema de quebra-cabeças de Alan Minas que percebe influências do iraniano Abbas Kiarostami e do sérvio Emir Kusturica nas realizações dele. Orçado em R$ 920 mil, com reservas da Secretaria de Cultura do Rio, do Canal Brasil e do Polo Audiovisual de Cataguazes (MG), A família Dionti alinha interpretações de três adolescentes vindos de cursos de teatro amador: Murilo Quirino (Kelton, o jovem que se derrete), Bernardo Lucindo (Serino, revestido de secura) e Anna Luiza Paes Marques (a fabuladora Sofia).</p><p class="texto"> </p><p class="texto"> </p><p class="texto">A matéria completa está disponível <a href="http://impresso.correioweb.com.br/app/noticia/cadernos/diversao-e-arte/2015/09/15/interna_diversaoearte,182301/capital-da-cena-cinematografica.shtml">aqui</a>, para assinantes. Para assinar, clique <a href="#h2href:eyJ0aXR1bG8iOiJFeHRlcm5vOiBodHRwczovL3d3dzIuY29ycmVpb2JyYXppbGllbnNlLmNvbS5ici9zZWd1cm8vZGlnaXRhbC9hc3NpbmUucGhwIiwibGluayI6Imh0dHBzOi8vd3d3Mi5jb3JyZWlvYnJhemlsaWVuc2UuY29tLmJyL3NlZ3Vyby9kaWdpdGFsL2Fzc2luZS5waHAiLCJwYWdpbmEiOiIiLCJpZF9zaXRlIjoiIiwibW9kdWxvIjp7InNjaGVtYSI6IiIsImlkX3BrIjoiIiwiaWNvbiI6IiIsImlkX3NpdGUiOiIiLCJpZF90cmVlYXBwIjoiIiwidGl0dWxvIjoiIiwiaWRfc2l0ZV9vcmlnZW0iOiIiLCJpZF90cmVlX29yaWdlbSI6IiJ9LCJyc3MiOnsic2NoZW1hIjoiIiwiaWRfc2l0ZSI6IiJ9LCJvcGNvZXMiOnsiYWJyaXIiOiJfc2VsZiIsImxhcmd1cmEiOiIiLCJhbHR1cmEiOiIiLCJjZW50ZXIiOiIiLCJzY3JvbGwiOiIiLCJvcmlnZW0iOiIifX0=">aqui</a>. </p>