Em discurso no Maranhão, Lula pede um minuto de silêncio por vítimas do terremoto

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postado em 15/01/2010 15:33

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu nesta sexta-feira (15/01), ao discursar no município maranhense de Bacabeira, um minuto de silêncio em homenagem aos brasileiros e às demais vítimas do terremoto de terça-feira (12/01) em Porto Príncipe, capital haitiana. Lula pediu também uma salva de palmas para os sobreviventes da tragédia.


Ele disse que às vezes se pergunta se é justo um terremoto acontecer justamente no Haiti, um dos países mais pobres do mundo, onde o Estado ainda não está bem organizado.

“Foi o primeiro Estado da América Latina e o primeiro Estado negro a conquistar a independência. Mas eles nunca tiveram chance na vida – um tempo os ingleses invadiram, um tempo, os franceses, os americanos. Teve um golpe de Estado, corrupção. Agora que o Haiti começa ter mais facilidade de entrar numa situação de tranquilidade, acontece a desgraça que aconteceu”, lamentou.

O presidente lembrou que o Haiti não tem estrutura para reagir à catástrofe, como máquinas pesadas para remover os escombros e localizar possíveis sobreviventes. Ele citou a ajuda enviada pelo Brasil aos haitianos, como alimentos, água e remédios, além de homens para ajudar nas buscas de vítimas e de sobreviventes, e destacou a dificuldade de trabalhar na situação de destruição em que se encontra o país.

Referindo-se aos soldados brasileiros que integravam a força de paz das Nações Unidas no Haiti e morreram no terremoto, Lula disse que os “14 heróis estavam lá em nome da nossa pátria” ajudando o povo haitiano. O presidente falou também sobre a médica Zilda Arns, que estava em Porto Príncipe em missão da Pastoral da Criança e também morreu durante o tremor de terra. Do  Maranhão, Lula segue para Curitiba, para participar do velório de Zilda, fundadora e coordenadora da Pastoral da Criança.

Lula participou em Bacabeira do lançamento da pedra fundamental e do início das obras da refinaria Premium I, que será construída pela Petrobras. Após a conclusão da primeira etapa, em 2013, serão refinados 300 mil barris de petróleo por dia. Com a conclusão da obra, em 2015, a capacidade de refino passará para 600 mil barris por dia.

Na Premium I será refinado o equivalente a um terço de todo o petróleo nacional atualmente produzido pela Petrobras. A mão de obra necessária à implementação da refinaria será qualificada por meio do iniciativas como o Programa de Mobilização da Indústria Nacional do Petróleo e Gás Natural (Prominp), do governo federal. O programa pretende capacitar 22,7 mil pessoas até 2013.

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