Zilda Arns precisou adiar a viagem ao Haiti algumas vezes no ano passado, relata freira

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postado em 15/01/2010 15:26

Curitiba - A expectativa da médica Zilda Arns com a viagem ao Haiti foi grande. Desde agosto do ano passado, ela teve vários contratempos que a obrigaram a adiar algumas vezes o embarque. A informação foi dada nesta sexta-feira (15/01) pela irmã Rosângela Maria Altoé, que assessorou a médica em sua viagem ao país caribenho.

Emocionada, ela contou que a médica estava feliz com o resultado da palestra, já que os presentes demonstraram muito interesse pelo trabalho das pastorais da Criança e do Idoso. Segundo ela, ao final da apresentação, Zilda Arnas respondeu a várias perguntas de religiosos que participaram do evento. Enquanto a médica conversava com o coordenador do evento, Padre William, a religiosa foi buscar o material da palestra e a bolsa de Zilda.

“Naquele momento, o prédio começou a balançar de um lado para o outro, eu ouvi um estrondo como se fosse uma bomba e em questão de 30 segundos, o prédio ruiu”.

Nesse momento, ela disse que subiu tanta poeria que a impedia de respirar. Segundo a religiosa uma laje que caiu a seu lado a impedia de ver o que estava acontecendo.

Ela disse saltou os escombros até chegar à rua, sem saber o que acontecia realmente. Ao chegar à rua, as pessoas lhe perguntavam por Zilda. Ela ainda quis voltar ao prédio, mas viu que não tinha condição e ali entendeu que seria um milagre encontrar a médica viva.

“O que eu vi na rua nunca vou esquecer. Na escola ao lado do prédio eu ouvia gritos de crianças e via o desespero das mães procurando seus filhos. Foi aí que entendi o que havia acontecido”.

Segundo a religiosa, do momento em que ouviu o barulho até chegar à rua devem ter passado cinco minutos. Ela disse que não consegue até agora assimilar o que aconteceu, que jamais vai esquecer o que viu mas seu consolo é que Zilda Arns deu a vida pela Pastoral.

“Viveu 26 anos em missão e morreu trabalhando”.

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