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Pânico aumenta com novo tremor no Haiti

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postado em 21/01/2010 08:49 / atualizado em 21/01/2010 11:59

Renato Alves Enviado especial Porto Príncipe - A terra não para de tremer no Haiti. O país acordou ontem com um tremor de 5.9 graus na escala Richter. Foi a réplica mais forte do tremor do último dia 12, de acordo com o US Geological Survey (USGS), e abalou ainda mais - se é que é possível - as já devastadas estruturas e esperanças do país. Houve outros dois abalos ainda pela manhã, mas com menor intensidade. Ao menos 88 réplicas foram registradas desde o primeiro tremor, segundo o Centro de Operações de Emergência (COE) da República Dominicana. Até o começo da noite de ontem, não havia informações sobre novas mortes provocadas pela forte réplica. As notícias se concentravam no desabamento de prédios já parcialmente destruídos pelo primeiro terremoto. O novo tremor, porém, levou pânico à população e a todos que trabalham na tentativa de reconstruir o país, salvar vidas, ajudar os sobreviventes do grande terremoto e informar sobre a catástrofe. Houve correria nas ruas da capital haitiana, Porto Príncipe, onde moram 3 milhões de pessoas - cerca de 30% da população do país. "Nós vamos morrer", desesperou-se a assistente administrativa haitiana Geraldine Scown. "Eu senti como se fôssemos morrer. Meu coração parou. As pessoas gritavam 'Jesus'. A única coisa que todos queriam era sair para a rua, se salvar", relatou a jovem ao Correio. Ela contou que está se preparando para deixar o país, levando o filho de 22 anos. O terremoto da semana passada devastou Porto Príncipe. A cidade perdeu entre 70% e 80% de todas as suas edificações, segundo as estimativas. O terremoto matou cerca de 200 mil pessoas, segundo cálculos dos governantes locais e de integrantes das equipes de socorro. Diferentemente do abalo do dia 12, o de ontem teve o epicentro distante de Porto Príncipe. Por isso, de acordo com os especialistas, não fez tantas vítimas. O epicentro ocorreu em Petit Goave, uma cidade de pouco mais de 5 mil habitantes, a cerca de 60km de Porto Príncipe. Militares estrangeiros para lá deslocados pela ONU contaram ter encontrado não mais que uma dezena de casas destruídas, mas que todas já apresentavam danos causados pelo primeiro terremoto. Entre os moradores, havia apenas alguns com pequenos ferimentos. A população local tem dormido na rua desde o grande terremoto de uma semana atrás. Isso também evitou uma nova tragédia. O tremor de ontem foi sentido ainda em algumas províncias do norte, do nordeste e do noroeste da República Dominicana. O país compartilha com o Haiti a ilha de Hispaniola, em meio ao Mar do Caribe. Abrigos balançando O terremoto de ontem ocorreu às 6h03 (9h03, horário de Brasília). Os militares, funcionários do Itamaraty e jornalistas abrigados na base do Exército brasileiro em Porto Príncipe estavam acordando no momento do tremor. "Estávamos deitados, acabando de acordar. De repente, parecia que alguém estava mexendo nos beliches. Eles balançaram muito", contou o soldado Deusimar Nunes, 35 anos, do Corpo de Bombeiros do Distrito Federal e integrante da equipe de buscas nos escombros da capital haitiana. A base do Exército em Porto Príncipe é composta apenas por contêineres feitos de um material flexível, à prova de terremotos, mas mesmo eles balançam nos fortes tremores. Em um hotel a 40km do centro de Porto Príncipe, onde a equipe do Correio está hospedada, o abalo foi sentido com menor intensidade. Mesmo assim, todos os hóspedes e funcionários saíram correndo quando sentiram a terra tremer. Todos permaneceram ao menos meia hora nos jardins, onde há apenas pequenas árvores.
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antonio
antonio - 21 de Janeiro às 13:24
é uma calamidade o que ocorre no Haiti, uma trajedia, o país ja um pais pobre, ainda o povo haitiano sofre esta catastrofe, so resta rezar para que as coisas nao piore.