Após a emergência, apenas a ONU deve ficar no Haiti, diz Amorim

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postado em 17/02/2010 09:17 / atualizado em 17/02/2010 10:57

Após as atividades de emergência no Haiti, apenas as forças da ONU devem ficar no país, afirmou o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Celso Amorim, em entrevista ao jornal espanhol El País, na qual também comentou a possibilidade de um acordo UE-Mercosul. "Uma vez concluídos os trabalhos de emergência, o melhor é que fiquem apenas as forças da ONU", declarou o chanceler. "Apesar da maior visibilidade nos meios de comunicação, seria um erro pensar que os Estados Unidos estão resolvendo a crise no Haiti. As forças americanas estão ajudando em uma emergência, como todos. Não é uma disputa", disse. Amorim, que lembrou na entrevista que o Brasil acaba de aprovar um aumento do número de oficiais no país caribenho a 2.600 soldados, englobados na Missão de Estabilização da ONU no Haiti (MINUSTAH), também destacou que em 27 de janeiro afirmou no Conselho de Direitos Humanos da ONU que o maior desafio da comunidade é ajudar o Haiti preservando sua soberania. "Queremos respaldar o papel do governo haitiano. Não deve apenas estar no comando, deve parecer que está. É importante que as pessoas vejam", insistiu Amorim. O chanceler brasileiro, que participou na segunda-feira de um encontro ministerial União Europeia (UE)-Brasil com o chanceler espanhol, Miguel Angel Moratinos, e a Alta Representante de Política Exterina europeia, Catherine Asthon, também se mostrou otimista sobre a possibilidade de um acordo comercial UE-Mercosul. "Para maio acredito que podemos ter as bases de um acordo comercial com números e inclusive detalhes em algumas áreas", disse Amorim, antes de ressaltar que "algumas questões já estão resolvidas desde 2005". "Dificuldades como o sistema de subsídios agrícolas europeu continuam aí, mas podemos chegar a um acordo deixando de lado problemas como este, que devem ser resolvidos dentro da OMC (Organização Mundial do Comércio)", afirmou. Ao ser questionado sobre uma afirmação do vice-chanceler uruguaio, Nelson Fernández, de que o acordo será concluído em dois anos, Amorim afirmou: "Aredito que estará pronto antes".
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