Especial Publicitário - Marca do Anunciante

Correio revela histórias dos protagonistas do iê-iê-iê brasileiros; confira

Veja depoimentos de quem acompanhou o movimento de dentro para fora

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

RECOMENDAR PARA:

- AMIGO + AMIGOS
Preencha todos os campos.

postado em 24/11/2013 08:03 / atualizado em 27/11/2013 17:59


“As garotas são meu maior problema”, declarou Roberto Carlos nos anos 1960. À época, o Rei recebia cerca de 300 cartas por semana, e o escritório do artista tentava responder a todas. O período da Jovem Guarda foi vivido em ritmo de aventura por aqueles rapazes e moças que emprestaram seus rostos e vozes para uma juventude ávida por reverenciar seus ídolos, à semelhança do que ocorria lá fora. “Era um absurdo aquilo que acontecia na TV Record, eles tinham que fechar o quarteirão”, lembra a cantora Martinha. “A gente queria fazer alguma coisa na rua, sair para trabalhar, fazer compras, tinham que chamar viatura policial. Quando eu falo absurdo é porque era maravilhoso.”


Na autobiografia Minha fama de mau, Erasmo Carlos conta que, no palco do programa dominical, os artistas ficavam com medo da enxurrada de presentes atirados pela plateia ensandecida. Dependendo da distância e do tamanho, balas, bombons e ursinhos de pelúcia poderiam se tornar armas. O Tremendão relembra que, diversas vezes, chegou a ficar com hematomas nos lábios e galos na testa. Era o preço da fama. Em uma ocasião, uma caixa fechada endereçada a Roberto continha uma cobra viva. “A multidão, ávida por atenção, aguardava na saída, exigindo dos artistas um beijo, um olhar, um gesto, um sorriso ou alguma lembrança material, que poderia ser pulseiras, autógrafos, colares ou chapéus. Se bobeássemos, éramos rasgados e puxados pelos cabelos”, escreveu Erasmo.

Autor do livro Jovem Guarda em ritmo de aventura (Editora 34, 2000), Marcelo Fróes percebeu, durante a pesquisa, que o objetivo da turma, na verdade, era apenas a diversão. “Ninguém tinha compromisso com idealismo nem mesmo com a música. Queriam se divertir, ganhar dinheiro e garotas”, garante.
Comentários Os comentários não representam a opinião do jornal;
a responsabilidade é do autor da mensagem.