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Rock no Brasil abriu caminho para o Rei levar canções para fora do país

Após lançar "É proibido fumar", a canção ganhou uma versão em espanhol "Es prohibido fumar". O disco foi lançado na Argentina

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postado em 26/11/2013 09:37 / atualizado em 26/11/2013 11:45

luciazanetti.wordpress.com/Reprodução da Internet

A Jovem Guarda, inspirada na repercussão de nomes que influenciaram o movimento no Brasil, teve momentos de sucesso no exterior. Principal astro do movimento, Roberto Carlos, como não poderia deixar de ser, começou a viajar por países vizinhos e até pela Europa nos tempos do iê-iê-iê. Ainda nos anos 1960, começou a construir fama internacional.



Logo que Roberto estourou, a gravadora CBS se empenhou em ampliar os horizontes do cantor e levá-lo ao mercado latino. Foi gravada a música Es prohibido fumar, uma versão em espanhol para o hit É proibido fumar (1964), feito em parceria com Erasmo Carlos. O disco foi lançado na Argentina e tinha também uma prensagem brasileira. Porém, de acordo com o livro Jovem Guarda — Em ritmo de aventura (Editora 34, 2000), o álbum foi censurado pela ditadura militar por ser do mesmo idioma que o oficial de Cuba, liderada pelo comunista Fidel Castro.

Esse foi o começo de uma história que, três décadas depois, em 1994, faria o Rei ultrapassar os Beatles, talvez a mais importante referência para a Jovem Guarda, em número de vendas de discos na América Latina. Duas décadas depois, a liderança persiste.

Outro feito, ainda nos tempos de Jovem Guarda, veio em 1968, ano bastante internacional na vida do artista. No campo profissional, ele lançou o LP O inimitável, com influências da black music norte-americana. Na vida pessoal, Roberto casou-se com Cleonice Rossi, a Nice, em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia. Embalado pelo sucesso em outros países latinos, era a vez de lançar-se do outro lado do oceano, em um dos maiores festivais de música da Europa.
TV Guia/Reprodução

Roberto Carlos, já dando mostras de um caminho musical diferente, tornou-se o primeiro e único brasileiro a vencer o Festival de San Remo, na Itália, com a canção Canzone per te, de Sergio Endrigo. No ano seguinte, a mudança de estilo ficou evidente com o álbum Roberto Carlos, repleto de romantismo e distante do iê-iê-iê.

O reconhecimento definitivo da magnitude comercial do cantor veio em 2010, durante turnê para comemorar 50 anos de carreira. O Rei recebeu da Sony Music uma placa em homenagem aos 100 milhões de discos vendidos ao redor do mundo. “Michael Jackson é o rei da música pop e Roberto Carlos, o da música latina”, disse à época Richard Sanders, executivo da gravadora. O número não parou de crescer e, hoje, a estimativa é de que esteja na casa dos 120 milhões de álbuns. Segundo o RankBrasil, livro dos recordes brasileiro, ele é o cantor brasileiro que mais vendeu discos no mundo.

Buenos Aires


O sucesso de Roberto Carlos fora do país nos anos 1960 abriu as portas para outros artistas, principalmente da Jovem Guarda, no mercado latino. Logo em janeiro de 1965, o Canal 9 de Buenos Aires promoveu um festival de artistas tupiniquins. E, se o Rei foi indiscutivelmente o nome de maior êxito na carreira solo internacional, o grupo brasileiro de maior repercussão no exterior nos anos 1960 foi Os Incríveis (ou The Clevers, antes da briga com o empresário da banda, Antônio Aguillar).

Depois de estourarem no país com Os Incríveis The Clevers, Os Incríveis The Clevers vol. 2 e Dançando com The Clevers, e de se desentenderem com Aguillar, eles foram para a Argentina contratados pela CBS. O sucesso foi tanto que virou rotina alternarem dois meses na Argentina e outros dois no Brasil. Assim como Roberto Carlos, tinham músicas em português e em espanhol. O conjunto fez, ainda, turnês pela Europa e pelo Japão.

 

Aventura nas telas


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