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Procurador-geral da República critica supostas regalias a presos do mensalão

Em parecer enviado ao Supremo, Rodrigo Janot reafirma que presidente do STF está certo em questionar eventuais benefícios a políticos que estão no Complexo da Papuda

postado em 07/05/2014 20:08

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, enviou parecer ao Supremo Tribunal Federal (STF) em que diz haver "indicativos claros" de tratamento diferenciado a políticos presos do processo do mensalão que cumprem pena no Complexo Penitenciário da Papuda, no Distrito Federal.

Entre o que Janot chama de indicativos, ele citou visitas em horários diferenciados na Papuda.

Em 4 de abril, o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, respondeu a questionamentos do presidente do STF, Joaquim Barbosa, em que assegurou que nem a Vara de Execuções Penais (VEP), nem Barbosa esclareceram quais as supostas regalias recebidas pelos condenados que cumprem pena no Distrito Federal. Segundo a resposta enviada ao STF, as afirmações do presidente do Supremo foram levantadas com base em ;ilações infundadas; sobre a falta de disposição do Governo do Distrito Federal para apurar os fatos.




De acordo com Janot, as denúncias, relatadas pelo Ministério Público, têm fundamento e devem ser investigadas. ;De fato, as respostas as respostas apresentadas pelo governador do DF ao juízo da VEP e ao STF refletem o acerto do relator [Barbosa] ao entender que houve indicação clara de falta de disposição para determinar a apuração dos fatos.;


Em nota enviada à Agência Brasil, a assessoria de comunicação do governo do Distrito Federal reafirmou que não há privilégios a qualquer detento do sistema prisional. "O governo do Distrito Federal não vai se furtar de apurar qualquer irregularidade apontada pela Procuradoria-Geral da República ou Supremo Tribunal Federal. Mas o GDF reafirma que não existem privilégios a qualquer um dos detentos do Complexo Penitenciário da Papuda", informa a nota.

Com informações da Agência Brasil.

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