Nascentes do DF preocupam moradores conscientes dos problemas da água

Conheça histórias de moradores do DF preocupados com o uso consciente e com a preservação das nascentes

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postado em 18/03/2013 18:48

A água que chega às residências percorre longos e diferentes caminhos, mas a origem é sempre a mesma: as nascentes. No Distrito Federal, os principais sistemas de distribuição do recurso vêm dos rios Santa Maria e Descoberto – responsáveis pelo suprimento de 81% da água produzida pela Caesb. Os demais chegam de captações menores.


Tina Coelho/Esp. CB/D.A Press

Seja das maiores fontes, ou das pequenas, há nascentes distribuídas por todo o DF. O programa Adote uma nascente, por exemplo, existe desde 2004 e propõe o registro voluntário de pessoas interessadas em apadrinhas e cuidar de nascentes na região rural do DF. Ao todo, 247 nascentes estão cadastradas.

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A engenheira civil e analista ambiental do Instituto Brasília Ambiental (Ibram) Camila Meneses, 29 anos, faz trabalhos de campo para medir a vazão e a qualidade da água em 16 pontos de monitoramento dentro da Estação Ecológica de Águas Emendadas. “Medimos a qualidade e a quantidade da água para o monitoramento do projeto”, explica.

Mas a preservação não parte somente de iniciativas governamentais. Depende, muitas vezes, da população. No caso da propriedade rural da aposentada Dileta Cenci, 60 anos – localizada às margens da DF-260 – uma nascente corta o local. Para garantir a qualidade da água, Dileta contrata funcionários para reflorestar a área. “Tenho uns 15 hectares reflorestados e, a cada ano, planto de 2.500 a 3 mil árvores”, orgulha-se. A aposentada conta que, com essas medidas, consegue manter a nascente intacta e aumentar a área recuperada em três hectares por ano.

O morador de Sobradinho José Fernandes, 52 anos, se considera um cidadão apaixonado pelas nascentes. De tão empolgado, chegou a desenvolver um Projeto de Lei de recuperação dos mananciais que desembocam no Ribeirão Sobradinho. “Sugiro a criação do Parque do Horto Florestal e de um corredor ecológico, que se estenderia da nascente do Ribeirão Sobradinho até a deságua na Bacia do Descoberto”, explica José Fernandes.
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jf
jf - 22de Março às 10:56
Bom dia a todas e a todos, Já dizia a vovozinha: "O silêncio condena. Quando somos silentes condenamos as gerações futuras". Vamos botar a boca no trombone. A água para os leigos ou para os ignaros, que não sabem, é fonte esgotável. Apenas 3% da água do globo é potável. Longa vida as nascentes.
 
antonio
antonio - 19de Março às 09:19
Incentivar o plantio de árvores é a melhor alternativa. Produtores de água devem receber pela conservação das nascentes.Projetos desta natureza tem dado certo e é um bom exemplo.
 
marcio
marcio - 18de Março às 20:21
Aproveitando. Ontem, 17-03, pedalando a uns 2,5 Km a oeste do Grande Colorado, pela vertente da serra, notei um grande vazamento e desperdício de água na adutora que passa por lá.