Projeto ambiental em comunidade do Paranoá ganha R$ 1 milhão em concurso

O projeto, que será desenvolvido em um assentamento rural do Paranoá, vai criar agroflorestas para recuperar o solo da região e gerar renda com a venda dos produtos

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postado em 17/04/2013 17:28 / atualizado em 17/04/2013 17:34

Um projeto ambiental desenvolvido pela Associação dos Trabalhadores Rurais de Três Conquistas, em um assentamento do Paranoá, foi o vencedor do Distrito Federal na seleção pública do programa Petrobras Ambiental. O projeto Agrofloresta: uma questão socioambiental receberá o financiamento de R$ 1 milhão para ser desenvolvido. A divulgação do resultado foi realizada nesta quarta-feira (17/4), na Associação Mãos que Criam, na Estrutural.


Romulo Serpa/Petrobras/Divulgação
Segundo a autora e gestora do projeto, Kelly Martins, 31 anos, a criação da agrofloresta atenderá questões ambientais, econômicas e sociais na comunidade, que existe há 15 em uma área regularizada. “Ele prevê a preservação ambiental por atender a legislação com a criação de uma Reserva Legal, a segurança alimentar das famílias, educação ambiental e o sustento com a venda dos produtos”, afirma.

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A ideia é plantar agroflorestas nas chácaras de cada uma das 64 famílias que vivem no assentamento, com viveiro para produção de mudas, além de montar uma feira para a venda de tudo o que for plantado. “Com esse financiamento, poderemos comprar o kit feira, pagar o aluguel das máquinas, comprar adubos, cercar a área, pagar os professores e tudo o que é necessário para implantar a agrofloresta”, lista Kelly, que acredita que a feira comece a funcionar em março do próximo ano, uma vez por semana.

A gerente setorial de Programas Ambientais da Petrobras, Gislaine Garbelini, explica que o concurso é feito a cada dois anos e seleciona projetos de todo o país para virarem parceiros. “A gestão é feita pela instituição parceira, enquanto nós desembolsamos o dinheiro. Temos um sistema de monitoramento informatizado e as instituições apresentam relatórios pela internet. Além disso, fazemos visitas presenciais.”

Neste ano, o programa ambiental recebeu 58 inscrições do DF, mas apenas uma foi selecionada. “Recebemos uma demanda menor da Região Centro-Oeste e, por isso, as caravanas ambientais presenciais começaram por essas regiões e temos feito um reforço de comunicação por rádio”, justifica Gislaine.
Comentários Os comentários não representam a opinião do jornal;
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Sônia
Sônia - 19 de Abril às 15:42
Parabéns Kelly Martins pela vitória, a comunidade merece.
 
Matos
Matos - 17 de Abril às 21:35
Parabéns!!! A todas e todos pela iniciativa! Mais uma vez superando todas as dificuldades.