Assista à explicação sobre o tribunal para julgar crimes contra a natureza

Tribunal internacional (informal) dedicado a julgar crimes contra a natureza, proposto por político brasileiro há 30 anos, foi levado à França depois de passar pela Rio%2b20

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postado em 05/06/2013 08:00 / atualizado em 05/06/2013 13:22



A relação entre homem e natureza alcançou patamares tão graves nas últimas décadas que casos de agressão ao meio ambiente não podem mais passar impunes. Essa é a lógica defendida por um grupo de políticos, sociólogos e outros pensadores que criaram o Tribunal pelos Crimes Contra a Natureza. A proposta é julgar, com visibilidade mundial, ações prejudiciais que deveriam ser consideradas delitos.


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Tina Coêlho/Esp. CB/D.A Press
O tribunal, porém, não teria o poder de aplicar penas. “É o que tem feito a Comissão da Verdade, por exemplo. Não vamos prender ninguém, mas a gente vai criar uma punição moral”, explica o senador Cristovam Buarque, que fez a proposta inicialmente em 1980, inspirado no Tribunal Russell. “A intenção é afetar a imagem do culpado perante o mundo”, afirma o político.

Apesar de a ideia existir desde então, só agora ela seguiu adiante. “Achei que poderia ser um legado para Rio+20 deixar, mas os governos não se interessaram”, conta Buarque, que a apresentou na Cúpula dos Povos. O grupo liderado pelo sociólogo francês Edgar Morin, no entanto, gostou do conceito e decidiu ajudar. Após divulgar a proposta no Brasil e no Equador, Cristovam e o sociólogo Elimar Pinheiro continuaram os planos de concretizar o tribunal com a ajuda do Centro Edgar Morin, em Paris.
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