Agricultores usam práticas não agressivas ao adotarem agroflorestas

Proprietários de terra descartam os agrotóxicos até para cultivar espécies de reflorestamento

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postado em 05/06/2013 08:00 / atualizado em 05/06/2013 13:10

Tina Coêlho/Esp. CB/D.A Press

“Aqui só tinha cascalho”, apresenta Juã Pereira. O Sítio Semente, no Lago Oeste, é uma agrofloresta nas redondezas de Brasília. À frente da propriedade há oito anos, Juã, 32, e o engenheiro florestal Daniel Carneiro, 29, transformaram três hectares de cerrado degradado em uma mata exuberante, permeada por árvores de todos os tipos. “Sem preconceito. Aqui entra desde o eucalipto até a castanheira, do baru ao pequi”, conta Juã.


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“Havia pouquíssima disponibilidade de nutrientes, sobretudo em função de queimadas, que degradaram o solo”, descreve Daniel, egresso da Universidade de Brasília. A terra do Sítio Semente foi ocupada no passado por plantações de soja, mas foi abandonada após a exaustão dos nutrientes. “O pacote tecnológico dos anos 1970, chamado de Revolução Verde, trouxe um grande crescimento na produção de alimentos, mas a preço muito alto para o meio ambiente e a saúde. O uso de agrotóxicos e fertilizantes é consequência da adaptação do modelo a diferentes realidades”, explica.
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