SLU promete recolher lixo gerado no jogo deste sábado em até quatro horas

Lixo acumulado no Estádio Nacional Mané Garrincha será recolhido em até quatro horas por 220 garis divididos em três equipes

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postado em 14/06/2013 14:35 / atualizado em 14/06/2013 14:49

O Serviço de Limpeza Urbana do Distrito Federal (SLU) elaborou, após os dois jogos testes, um plano para limpar o Estádio Nacional de Brasília Mané Garricha em até quatro horas depois do jogo deste sábado (15/6), na abertura da Copa das Confederações."Será mantida a mesma estratégia de limpeza dos eventos anteriores, mas como a expectativa neste próximo jogo é de lotação total do estádio [70 mil pessoas], esperamos que tenha um acréscimo de 30% de resíduos e, com isso, pretendemos aumentar nosso efetivo em 30% também", destacou o diretor de Limpeza Urbana, Delival Lemos à Agência Brasília.


Monique Renne/CB/D.A Press

Segundo Lemos, foram convocados cerca de 100 garis para a final do campeonato Candangão, que recebeu 20 mil pessoas, e 180 para a abertura do Campeonato Brasileiro de Futebol, que teve 63 mil torcedores. Amanhã, serão escalados 220 trabalhadores, o que permitirá o recolhimento do lixo em duas horas a menos do que os funcionários do SLU conseguiram fazer nos outros dois jogos.

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Resíduos
Os dois jogos inaugurais do Mané Garrincha resultaram em uma montanha de quase 13 toneladas de lixo. Para ter uma destinação ambientalmente correta, o SLU resolveu cadastrar cooperativas para reaproveitar os resíduos recicláveis. Atualmente, as beneficiadas são a Associação de Catadores de Papéis da Asa Sul (Acapas) e a Recicla Brasília -que fazem a separação de tudo o que pode ser reaproveitado para que outras entidades realizem o processo de reciclagem.

A presidente da Acapas, Luzia Borges, que trabalha há 30 anos com sua família nesse segmento, conta que essa iniciativa do governo contribui para aumentar a renda dos 145 associados, além de demostrar preocupação ecológica. "Toda ajuda como essa é importante também porque auxilia na preservação do meio ambiente. Nós catadores nos sentimos agentes ambientais", comemorou a presidente da associação.

Ainda de acordo com Luzia Borges, a maioria dos catadores têm o comércio de papel, papelão, plástico, latinha, garrafas PET, ferro e sucata como única fonte de renda.

"Esse material veio no momento em que mais estávamos precisando, porque estava com poucas demandas", complementou o presidente da Recicla Brasília, José Ednei da Silva Ribeiro, que tem em sua entidade aproximadamente 45 associados. Para Ribeiro, essa ação também envolve os torcedores, porque ao saber que o lixo que eles produziram será reutilizado, gera a conscientização de toda a população sobre a relevância da coleta seletiva e da preservação do meio ambiente.
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