Povos do cerrado e seus produtos já podem ser encontrados na internet

Os sites Central do Cerrado e Cerratinga divulgam a história, a cultura e diversas iguarias do bioma

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postado em 11/09/2013 08:00 / atualizado em 10/09/2013 19:40

Tina Coelho/Esp. CB/D.A Press

Há oito anos, Luis Carrazza, 41, tornou-se pioneiro com a iniciativa de divulgar na web produtos de um dos biomas mais ameaçados do país. Hoje é secretário executivo da loja virtual Central do Cerrado, a união de 30 cooperativas de oito estados (GO, MA, MG, MS, MT, PA, PI e TO). As comunidades sócias vendem anualmente em torno de R$ 500 mil — o site recebe 2 mil visitas mensais e até parcerias com chefs renomados e grupos de consumidores espalhados pelo Brasil foram feitas.


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Carrazza afirma que as vendas on-line representam aproximadamente 30% dos negócios fechados, e o restante é feito por e-mail ou por telefone. “Escolhemos que o nosso primeiro canal de comunicação seria o site por questões de custo e por estarmos no mundo inteiro, em tempo real. Ele é um meio de divulgar o contexto regional, a importânica daquele produto para aquela cultura, para aquele povo”, explica.

Na página, é possível encontrar produtos agroindustrializados de diversos setores, como alimentação, cosméticos e artesanatos, com custo de R$ 3 a R$ 200. Segundo Carrazza, os mais procurados são: a farinha e o azeite de babaçu, a castanha de baru e os óleos de pequi e de coco de macaúba. “Estamos conseguindo apresentar o Brasil para os brasileiros, porque a gente conhece o morango e a laranja mas vê pouca coisa nativa do país nos verdurões. Essa invisibilidade muitas vezes é por preconceito e as comunidades estão percebendo agora o valor”, avalia.

Ele aponta a importância da atividade extrativista das cinco mil famílias para a preservação da cultura e da biodiversidade do bioma. “As quebradeiras de coco conservam milhões de hectares de babaçuais no norte de Minas Gerais”, exemplifica.

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