Pilotos de ultraleve se voluntariam a identificar queimadas e invasões

Iniciativas populares se comprometem a proteger o nosso bioma. Os pilotos de ultraleve, por exemplo, sobrevoam a cidade em busca de queimadas e de invasões

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postado em 11/09/2013 11:15

Carlos Moura/CB/D.A Press

Voar por Brasília é uma experiência única. Lá de cima se pode observar todos os detalhes da cidade plana, muitas áreas verdes, o azul do lago e os monumentos que se destacam em meio à paisagem urbana. Também do alto nos deparamos com focos de incêndio, diversas queimas de lixo domiciliar, invasões em áreas de preservação ambiental e até cascalheiras abrindo buracos cada vez maiores e irreversíveis no cerrado.


A partir da observação quase diária desses problemas, a Associação dos Pilotos de Ultraleve de Brasília (Apub) resolveu agir: firmou parceria de cooperação técnica com o Instituto Brasília Ambiental (Ibram) e com o Corpo de Bombeiros para se tornar, oficialmente, vigilante do bioma.

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Marianna Rios/CB/D.A Press

Com 220 membros e 120 aeronaves, a Apub se voluntariou a caçar irregularidades desde junho de 2012. Eles não recebem nenhuma verba para realizar o trabalho; até a gasolina é por conta dos donos dos ultraleves. Durante o voo, ao identificarem um crime ambiental, os associados marcam as coordenadas do local no GPS, fotografam com o celular e enviam a imagem por e-mail, e entram em contato com o Ibram e com os bombeiros via rádio.

Além dos voos diários, a cada 45 dias é organizado um mutirão com 12 pilotos. Nele, o quadrilátero do Distrito Federal é dividido em 12 partes — distribuídas entre os voluntários. Eles sobrevoam toda a região, registram as ocorrências e montam uma planilha detalhada. Em seguida, o documento é enviado ao Ibram para ajudar a montar um histórico de estatísticas de crimes contra a natureza.

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