Especialistas cobram iniciativas dos bancos para incentivar empresas verdes

Outra problema apontado no evento é a análise dos impactos feita pelos bancos. Segundo o empresário Claudio Carvalho, as ações ambientais tomadas pelas empresas recebem mais importância que as ações sociais

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postado em 24/09/2013 16:58

Rio de Janeiro - Empresários e economistas criticaram a falta de créditos especiais, juros diferenciados e facilidades por parte dos bancos para projetos de empresas que investem em sustentabilidade durante o 6º Congresso Internacional Sustentável 2013, realizado nesta terça-feira (24/9), no Rio de Janeiro. Para o economista chefe do Santander Asset Management, Hugo Penteado, esse tipo de companhia merece atenção pelo mérito, mas, para isso, salienta a necessidade de se ter investidores conscientes para averiguar as reais ações realizadas pelas empresas que se dizem “verdes”. “Na área de investimento responsável, qualquer empresa pode entrar nos índices, mas tem que haver um ponto comum para saber o que é e o que não é investimento sustentável.”


Já a assessora da presidência do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, Vania Borgerth, defendeu que a sustentabilidade deveria ser um princípio das empresas e, por isso, não poderia ser tratada como um caso especial pelos bancos.

Sobre a situação dos pequenos negócios, o diretor de pesquisa e conselho do Finanças do Bem, Gustavo Pimentel, chamou atenção para a necessidade de uma “modelagem” diferente para que se entenda o impacto deles no meio ambiente. “Eles não têm dos bancos tradicionais o acesso a esse capital porque a exigências em termos de taxas e garantias são muito altas.”

Outra problema apontado no evento é a análise dos impactos feita pelos bancos. Segundo o empresário Claudio Carvalho, as ações ambientais tomadas pelas empresas recebem mais importância que as ações sociais. “Se nós não estivermos atentos a isso, estamos colocando nossas empresas num alto risco.”

A jornalista viajou a convite do CEBDS
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