Presidente do Pacto Global Brasil defende estratégias de sustentabilidade

Antes vistas com maus olhos, hoje as empresas passam a representar a chave de entraves ambientais no mundo

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postado em 23/10/2013 09:00 / atualizado em 23/10/2013 08:44

Michael Dames/Divulgação

Ao ser criado, há 13 anos, o Pacto Global das Nações Unidas trouxe uma responsabilidade: o setor privado passou a ser destaque da organização na hora de discutir sustentabilidade e ideias para salvar o planeta de desastres na área ambiental. Na Rio+20, em 2012, não foi diferente: o foco dos debates se voltou completamente à economia verde e ao papel das empresas nesse contexto. Atualmente, a iniciativa conta com 7 mil signatários em mais de 145 países, sendo quase 600 brasileiros.


Em entrevista exclusiva ao Correio, o presidente do Pacto Global Brasil, Jorge Soto, ressalta a crescente adesão das nossas companhias às boas práticas de gestão e as defende como a melhor forma de conseguir se manter no mercado e atrair novos investidores. Doutor em engenharia química e empresário, ele explica os quatro estágios de amadurecimento das organizações até se tornarem ecologicamente corretas e chama a atenção para o lado governamental. Para Soto, as obrigações e as soluções impostas à iniciativa privada devem ser criadas a partir da experiência empresarial, e não “da cabeça de um legislador”.

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O Brasil tem 570 corporações signatárias do Pacto Global das Nações Unidas. Como é a visão da ONU sobre o protagonismo do nosso setor privado?
Georg Kell [líder mundial do Pacto Global], por mais de uma vez, expressou seu reconhecimento pela posição estratégica das empresas brasileiras no mundo. No ano passado, crescemos em 30% o número de adesões [ao Pacto Global], e a previsão para este ano é de 20%. Tínhamos 492 companhias em 2012 e, agora, temos 570.

Como agregar os princípios de sustentabilidade nos princípios corporativos e como isso influencia no sucesso da organização?
Empresas que não têm essa base de valores devem construí-la. O ideal é criar sistemas de ação que, no dia a dia, no processo decisório, você considere esses valores. Uma empresa assim acaba tendo uma visão de longo prazo e atrai novos investidores. Os índices da Bolsa de Valores indicam que as companhias que investem em sustentabilidade têm valorização maior que as demais.

O Relatório Global de Sustentabilidade Empresarial 2013 apontou uma diferença entre o “dizer” e o “fazer” na responsabilidade social das organizações: 65% delas desenvolvem políticas de sustentabilidade, mas apenas 35% dos gerentes recebem treinamento para integrar o conceito nas estratégias da companhia. Por que isso acontece?
Esses números são de uma pesquisa global e, talvez, no Brasil, seja um pouco diferente. Eu vejo que cada vez mais o setor privado brasileiro participa, faz relatórios de sustentabilidade e mostra suas evoluções. O ambiente cultural favorece a colaboração e, assim, as empresas assumem a liderança.

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