Conheça as etapas da fabricação de telhas à base de embalagens de sucos

A fábrica, localizada em Vicente Pires, utiliza embalagens Tetra Pak para produzir telhas recicladas

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postado em 23/10/2013 08:45


Ser responsável pela destinação correta dos seus produtos é a lógica de um dos pontos cruciais para o bom funcionamento da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS). Com o nome de logística reversa, a atitude visa a um conjunto de ações compartilhadas pela indústria, governo e consumidores para coletar e restituir o lixo produzido pelo setor empresarial, inclusive as embalagens. A ideia é tentar reaproveitar o resíduo e, por último, garantir a melhor forma de despejá-lo. Enquanto a exigência é estudada pelos seis setores prioritários citados na Lei (agrotóxicos, pilhas e baterias, pneus, óleos lubrificantes, lâmpadas e produtos eletroeletrônicos), outras atividades industriais desenvolvem cadeias de logística do lixo, como é o caso da Tetra Pak.


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A multinacional cuida do próprio resíduo há 16 anos. Hoje, ela possui 600 cooperativas parceiras e 35 fábricas de reciclagem no Brasil, das quais 20 produzem telhas ecológicas. Para cada produto feito completamente de tetra pak, 1.900 embalagens deixam de ir para lixões e aterros sanitários. “Um dia percebemos que, quando ele sai da forma, é bem maleável e o moldamos em uma forma de telha. Fizemos estudos em parceria com a Unicamp e com a Universidade Federal de São Carlos e, em 2002, surgiu a primeira fábrica no interior de São Paulo”, recorda-se Fernando Von Zuben, diretor de meio ambiente para a América Latina. Segundo Zuben, a companhia aplica entre R$ 8 e 10 milhões por ano para conseguir recuperar, em média, 60 mil toneladas de resíduo.

Uma das fábricas de telhas à base de produtos da Tetra Pak é a do microempresário Ivanildo Resende, de 47 anos, localizada em Vicente Pires. Há 11 ele integra a ponta da logística reversa: gera lucro a partir do que é descartado pelas grandes indústrias. Primeiro, ele montou uma pequena revendedora de sobras de construção que durou uma década. Mas, segundo ele, após conhecer a telha ecológica ano passado, apaixonou-se de vez pela novidade. “Um dia um senhor me trouxe duas telhas e fiquei encantado. Comparada com o amianto, ela é extremamente resistente, gera de 50% a 80% menos calor e ruído, é antichamas e não faz mal à saúde nem ao meio ambiente”, derrete-se.

Ivanildo explica que, além de o resíduo ser matéria-prima da telha, ela é 95% reaproveitável — as sobras do corte da peça são trituradas e podem virar novas telhas. Para vender o produto “verde”, ele viajou para Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro para conhecer as fábricas, recebeu consultoria para manusear o maquinário e fez cursos. “Tem diferencial por ser um produto sustentável, pois é um material que não vem regular; têm recicladoras que mandam fardos [comprensado de tetra pak] com muita tampinha, por exemplo. Por ser algo reciclado, ele é um produto diferenciado que exige diferentes maneiras de se trabalhar.” Por enquanto, a pequena fábrica emprega cinco funcionários e recebe cerca de 1.500 pedidos por mês. A maioria dos clientes, segundo Ivanildo, é formada pelo consumidor final, e a divulgação tem sido no boca a boca.

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Dulcilene
Dulcilene - 23 de Outubro às 10:03
É uma ideia muito boa!! Se todas as pessoas fizessem a sua parte pra ajudar, a natureza agradeceria...