Conheça iniciativas bem-sucedidas de negócios mais conscientizados

Quem são aqueles que assumem suas responsabilidades ambientais?

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postado em 23/10/2013 09:41 / atualizado em 23/10/2013 09:50

Entender e aplicar a sustentabilidade são coisas totalmente diferentes. Apesar de o conceito estar na “moda”, ainda é encarado como um desafio para todos, pois demanda estudo, reflexão, educação e mudança de hábitos. Nas corporações não é diferente. A pesquisa do Sebrae O que pensam as micro e pequenas empresas sobre sustentabilidade, realizada com 3,9 mil organizações, mostra que, enquanto 65% delas consideram ter conhecimento médio sobre o tema, 54% não conseguem relacionar práticas ecologicamente corretas com oportunidade de ganhos.


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No Distrito Federal, essas iniciativas começam a ser aplicadas no dia a dia dos negócios. Quem toma a frente traz inovação ao mercado, fica em dia com a legislação, agrada aos consumidores e torna-se mais competitivo. Conheça ações realizadas por quatro perfis de empresas e inspire-se!

Tina Coêlho/Esp.CB/D.A Press

Empresa júnior

Nome: Ecoflor
Serviço prestado: Consultoria florestal
Fundação: 2008
Práticas sustentáveis: desde 2012

Incubada na Universidade de Brasília (UnB) desde 2008, a Ecoflor é formada por 30 alunos do curso de engenharia florestal e oferece serviços de neutralização de carbono de eventos a partir do plantio de mudas nativas na Fazenda da UnB. Mesmo com as limitações de uma empresa júnior, ela também compensou suas emissões no ano passado. “Nós fizemos uma lista com tudo o que usávamos na sala e o tempo de uso, como celular carregando, computador na tomada, ar-condicionado ligado, lâmpada acesa. A ideia surgiu porque achamos absurdo neutralizarmos os outros e não nos neutralizarmos”, explica a estudante do 4º semestre e líder do núcleo de responsabilidade socioambiental, Laryssa Paz, de 20 anos.

Tina Coêlho/Esp.CB/D.A Press

Pequena empresa

Nome: Green’s
Serviço prestado: Alimentação
Fundação: 1996
Práticas sustentáveis: desde 2010

Com tradição em servir refeições e lanches saudáveis há 17 anos, o restaurante do empresário Rogério Mazer, 49, passou por simples mudanças para relacionar as boas práticas à imagem do negócio. Tudo começou com a separação das caixas de papelão e das latinhas do lixo comum para facilitar o trabalho dos catadores desses materiais. Até hoje, os Green’s da 202 Sul e da 302 Norte juntam aproximadamente 15kg de latas diariamente. Em seguida, vieram a separação de lixo seco do lixo comum, a instalação de papa-pilhas — que são levadas para um banco e uma rede de supermercados para serem corretamente destinadas —, o uso de lâmpadas econômicas e sensor de presença e o treinamento dos funcionários.

Tina Coêlho/Esp.CB/D.A Press

Média empresa

Nome: Positiva
Serviço prestado: Gráfica
Fundação: 1993
Práticas sustentáveis: desde 1998

O negócio familiar de Izidro Gadêlha, 62 anos, é referência em reaproveitamento de matéria-prima há 15, quando passou a reutilizar o papel que sobrava das impressões para confeccionar brindes e mimos para os compradores, como bloquinhos de anotação, agendas e caixas. “Com isso, a gente tem uma coisa para dar ao cliente, amplia as opções e reduz o desperdício. Estendemos também para instituições e encaixamos na sobra da produção panfletos de eventos que apoiamos”, detalha o proprietário da gráfica localizada no SIG. Com o passar dos anos, além da esposa, a filha Maizi, 24, passou a coordenar as boas práticas da empresa. As primeiras mudanças ocorreram na limpeza das máquinas com a substituição da estopa por um pano lavável; em seguida, com a compra de maquinário moderno que se limpa sozinho. Para minimizar o uso de químicos, a gráfica adotou, neste ano, novas chapas que reduziram o consumo de álcool de 20% para 4%.

Tina Coêlho/Esp.CB/D.A Press

Grande empresa

Nome: Ciplan
Serviço prestado: Indústria de agregados minerais
Fundação: 1968
Práticas sustentáveis: desde 2010

A elaboração do Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos, neste ano, e a criação da gerência ambiental da Ciplan abriram as portas da empresa para a responsabilidade socioambiental. Rodeada pela comunidade carente Queima Lençol, na Fercal, a indústria tomou uma atitude para tentar mudar a realidade dos moradores da região. Em maio, ela inaugurou o projeto Mãe Ambiente para ensinar 22 mulheres a reciclarem sacos de cimento e a transformá-los em ecobags para serem vendidos em supermercados. Além de cuidar do resíduo da fábrica, o objetivo da iniciativa é trabalhar a autoestima das donas de casa e gerar renda para a população. “Percebemos mudanças na maneira de elas lidarem umas com as outras e elas estão mais conscientes com relação ao resíduo, utilizando garrafas pets para fazer outros produtos”, analisa a gerente de projetos da Federação das Mulheres Unidas de Brasília e Entorno, Mary Ramalho (à direita na foto), 47 anos, parceira da ação.

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