Ações do MPF barram esquemas de fraude no comércio de madeira na Amazônia

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postado em 17/04/2014 17:28

As notícias sobre a atividade madeireira na Amazônia não são novidade quando revelam ações ilegais do extrativismo na região. Não à toa, duas ações recentes do Ministério Público Federal (MPF) para tentar barrar esquemas de fraude no comércio de madeira chamaram a atenção.



Em uma das ações, um equívoco na comunicação entre os sistemas utilizados pelos estados para controlar o comércio de produtos florestais permitiu a produção irregular de 26,8 mil metros cúbicos de carvão vegetal e madeira serrada. Na outra, foi autorizada a venda irregular de 1,9 milhão de metros cúbicos de material florestal no Amazonas entre 2007 e 2012.

 

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Segundo Marcio Astrini da Campanha Amazônia Greenpeace, “as denúncias feitas pelo MPF revelam um esquema criminoso que se alimenta da madeira produzida de forma ilegal e totalmente predatória, cujo resultado é a destruição da floresta”. Quando mal feita, a extração madeireira é o primeiro passo para a destruição total da floresta. A degradação causada por ela é uma ameaça silenciosa, difícil de ser detectada pelos satélites e que abre espaço para a ocorrência de incêndios ou para o desmatamento total da área, além do incalculável prejuízo à biodiversidade local.

Ambas as ações do procurador da República Bruno Valente foram propostas contra o estado do Pará e contra a empresa Tecnomapas, que desenvolveu o sistema de comercialização utilizado pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente. A ação que apontou a falha de comunicação entre os sistemas foi proposta também contra o Ibama e contra nove madeireiras envolvidas no esquema. Nos dois casos, o MPF pede à Justiça que os envolvidos sejam obrigados a corrigir, dentro de 10 dias, as falhas que possibilitam as fraudes e que o dano ambiental seja reparado.

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