No lixão, a mesma história contada 20 anos depois

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postado em 04/06/2014 17:30 / atualizado em 05/06/2014 15:47

Maria de Jesus, conhecida como dona Isaína, é a mais antiga catadora no Lixão da Estrutural. Aos 81 anos, trabalha há 45 no lugar e com a renda da coleta criou três filhos. Com vigor de uma mulher de 50 anos ou menos, ela sorri entre o cenário sujo,  ao qual acostumou-se. “Antigamente, o lixo era mais limpo; hoje é uma nojeira, tem de tudo”, conta. 



Não há catador que não conheça essa baiana de 1,70m de altura e 50kg, que faz questão de dizer que “o coração está batendo muito bem”. O sonho é instalar um piso de cerâmica na casa que conseguiu com o trabalho no lixo. “E, quem sabe, as portas também, né?” Ela deixa um recado, em nome da classe: “Não somos mendigos, somos trabalhadores”. 

Em 1994, ela estava lá sob as lentes da repórter fotográfica Tina Coêlho para uma reportagem do Correio. Duas décadas depois, as duas se reencontram. Desta vez, em um registro histórico: o encerramento do Lixão da Estrutural, ativo por 50 anos no DF. O momento foi marcado por poses, bom humor e esperança de que a situação de dona Isaína esteja melhor no próximo encontro. (VM)

 

Tina Coêlho/Esp. CB/D.A Press

 

Tina Coêlho/Esp. CB/D.A Press
 

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