Programa do Ibram completa 11 anos e auxilia na formação de professores

O projeto também transforma alunos da rede pública em multiplicadores da defesa ambiental

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postado em 04/06/2014 17:35 / atualizado em 05/06/2014 15:41

Tina Coelho/Esp. CB/D.A Press
 

 

Eles detectam o problema ambiental próximo da sua realidade, realizam pesquisas, analisam dados e estabelecem alguma ação para solucioná-lo. O fato talvez não chamaria tanta  atenção se fosse feito por analistas ambientais. Mas, no caso do programa Reeditor Ambiental, estabelecido há 11 anos pelo Instituto Brasília Ambiental (Ibram), muitos dos envolvidos são alunos da rede pública de ensino do Distrito Federal.



O Reeditor Ambiental é um curso destinado a professores da rede pública do ensino e tem como objetivo principal formar multiplicadores em educação ambiental. Após assistirem a 180 horas de aulas durante quase um ano, cada mestre deve desenvolver com os alunos um projeto com baseado na metodologia Nossa Escola Pesquisa sua Opinião (Nespo). Neste ano, pela primeira vez, o curso deixou a antiga sede, na Estação Ecológica em Águas Emendadas, para ser ministrado no Parque de Águas Claras.

“O maior benefício é que a escola consegue trabalhar o tema de forma mais qualificada. Quando um professor está na sala de aula para tratar da questão ambiental, ele pode fazer isso de forma segura, confiante e socializante”, explica Izabel Magalhães, uma das idealizadoras do programa. “É um grande espaço de ensino e aprendizagem, onde os professores trocam experiências”, completa.

Sucesso
A educadora ambiental Aline Barreto participou do programa no ano passado e aplicou a metodologia aprendida em uma escola rural de Planaltina, para turmas do quarto e do quinto ano do ensino infantil. “Após votação e realização de oficinas, os alunos escolheram trabalhar com aquecimento global. Abordamos o impacto do fenômeno nas produções rurais e eles ficaram curiosos porque muitos têm pais que trabalham em produções rurais”, comenta.

Os estudantes fizeram questionários aplicados na Feira de Planaltina, analisaram dados e chegaram a apresentar o trabalho em um congresso no câmpus da Universidade de Brasília (UnB) em Planaltina. “Muitos nunca tinham entrado em uma universidade, ficaram muitos felizes, é emocionante”, revela Aline. 

Entre as vantagens, a professora citou o fato de os alunos ficarem com a autoestima mais elevada e se tornarem multiplicadores. “Não é uma metodologia fácil, porque eles estão acostumados a ter tudo pronto, mas é muito rica, você trabalha com português, gramática e várias outras habilidades”, diz.

A coordenadora de educação ambiental Tatiana Castro enfatizou a importância do novo local do curso. “Tivemos na secretaria um projeto de revitalização dos parques e o fato de o reeditor estar sendo feito aqui é uma conquista grande. Este é o único centro educacional ambiental em parque no Brasil. Trazer o professor para cá é dar a oportunidade de as pessoas terem convivência com a natureza”, conta. “Queremos levar o reeditor para outros parques do DF”, completa.

Histórico
Só nos primeiros nove anos do projeto, 57 instituições foram atendidas, 174 reeditores se formaram e mais de 23 mil alunos se envolveram em questões socioambientais. No espaço de aprendizagem criado para a formação em educação ambiental, há ciclos de palestras, rodas de automassagem, trilhas e outras atividades. 

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