Projeto brasileiro que propõe produção menos poluente de aço ganha prêmio

Brasileiros propõem que usinas siderúrgicas usem energia proveniente da queima de biomassa e vencem prêmio concedido nos EUA

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postado em 01/07/2014 15:01

Belo Horizonte — Um grupo de pesquisadores da Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop) conquistou o terceiro lugar na categoria Graduate Student Poster Contest, na 10ª edição do prêmio dado pela Associação de Aço e Tecnologia (AISTech) americana, evento realizado em Indianápolis, nos Estados Unidos. O grupo da Ufop apresentou um projeto de uso de biomassa na aciaria elétrica (usina de fabricação de aço) que busca utilizar fontes renováveis de combustível para gerar energia elétrica e aproveitar os gases de combustão na queima do material.


“Os combustíveis propostos no trabalho foram biomassas, mais especificamente o capim-elefante, a casca de arroz e a casca de feijão. Esse processo trata da substituição de fontes não renováveis, como gás natural e petróleo, por renováveis, que seriam resíduos de agricultura, já que o Brasil é rico nessas fontes”, explica Jaderson Ilídio, estudante de matemática que integra o grupo, formado ainda pelo professor da Ufop e coordenador da Rede Temática em Engenharia de Materiais (Redemat), Paulo Santos Assis; e pelo doutorando da Redemat Tiago Luis de Oliveira. A Redemat é fruto de uma parceria entre a Ufop e a Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG).

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O projeto usa conceitos da lei da termodinâmica para realizar os cálculos. “Aplicamos diretamente a fórmula para encontrar a quantidade de energia necessária e de material a ser utilizado, podendo avaliar, assim, o custo de material gasto para a produção de aço. Pretendemos usar, futuramente, a fumaça das caldeiras para fornecer energia térmica para outros processos da aciária elétrica. Os resíduos que servem como matéria-prima são, em geral, desperdiçados, e, com a reutilização, há uma reciclagem e um ganho de crédito de carbono”, ressalta o estudante.

Ilídio esclarece que o projeto tem como pretensão apresentar vantagens para o uso de biomassas como capim-elefante, cascas de arroz e de café na geração de energia térmica e elétrica dentro da cadeia de produção do aço. A produção elétrica se dá pela queima do material diretamente dentro de uma caldeira. Quanto à energia térmica, a biomassa poderia ser aplicada pela injeção desse material dentro dos fornos utilizados para refinar ou fundir o aço, como o forno elétrico a arco. “A indústria do aço é muito dependente do uso de gás natural e outros combustíveis de origem fóssil, como carvão mineral, e esse projeto abre as portas para a substituição desses poluentes atmosféricos por produtos renováveis, que não agridem a natureza”, acrescenta o estudante.


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