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Sítio de permacultura no Distrito Federal é o lugar onde estudantes vão ver de perto a sustentabilidade no dia a dia

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postado em 09/07/2014 18:05 / atualizado em 10/07/2014 16:42

Gabriel Romeo
 

 

Oito mil jovens brasilienses terão a oportunidade de conhecer de perto uma realidade diferente. O Instituto de Permacultura (Ipoema) começou, em maio deste ano, a pôr em prática o Águas do Cerrado. O projeto, que foi pensado para alunos dos ensinos fundamental e médio de 10 escolas públicas de Brasília, visa apresentar a permacultura e despertar o interesse dos estudantes no meio ambiente. Os encontros acontecem na chácara Asa Branca, sede e berço do Ipoema, e lá os jovens conhecem exemplos simples de tecnologias que servem para produzir energia, alimentos e auxiliar no saneamento básico - tudo com baixo impacto ambiental.



Cláudio Jacintho, idealizador e sócio-fundador do Ipoema, não tem dúvidas de que o impacto nos estudantes é claro. “O sítio Asa Branca fica no meio do cerrado, mas há vida humana lá. Vai ficar na memória deles pra sempre. Alguns se empolgam, ficam interessados e querem fazer os cursos de capacitação”, comenta. Os cursos oferecidos são os de: introdução à permacultura, manejo sustentável de água e jardins agroflorestais, com cargas horárias de 40, 24 e 20 horas, respectivamente.

 

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Cláudio explica que, além da visita ao espaço Asa Branca, serão construídas instalações de sustentabilidade em seis escolas selecionadas, a exemplo de um minhocário para tratamento do lixo orgânico, um viveiro para produção de mudas do cerrado, sistema de captação da água da chuva, jardim agroflorestal e rede de ecosaneamento.

Dos milhares de alunos participantes das visitas à chácara Asa Branca, 30 serão selecionados para fazer os cursos de viverismo e jovem empreendedor. Na busca por uma educação em ciclo, o Ipoema deposita nestes estudantes a responsabilidade pelas instalações sustentáveis feitas nas escolas de cada um. Ainda como uma etapa final do projeto, 10 jovens serão escolhidos entre os 30 para trabalharem como estagiários no Águas do Cerrado.

Para Cláudio, o maior mérito do programa é o de despertar nos alunos o interesse por sustentabilidade e, consequentemente, esperar que o retorno aconteça na realidade que os cerca. “Primeiro, nós sensibilizamos, depois vêm as fases de capacitação, formação e, no fim, geramos o primeiro emprego para 10 deles.” O idealizador do Ipoema ainda comenta que “uma das coisas que a gente vai fazer nessa formação de empreendedorismo é dar o apoio para que esses jovens possam atuar nas suas comunidades. Dos 10 estudantes, nós acreditamos que 100% deles vão seguir para esse lado sustentável como profissão.”

 

Para mais informações sobre o programa Águas do Cerrado acesse o site www.ipoema.org.br/aguas/

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