Uma janela para o Cerrado

Exposição desvenda o segundo maior bioma do Brasil

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postado em 08/09/2014 16:53

 

 

Para conhecer mais o Cerrado, bioma tão presente no Centro-Oeste, os irmãos João Vitor Sarkis, 6 anos, e Juliano Sarkis, 11, acompanhados pelos irmãos Maria Eduarda Lemos, 13, e Luís Felipe Lemos, 8, foram visitar a exposição Cerrado — Uma janela para o planeta, que está em cartaz no Centro Cultural Banco do Brasil Brasília (CCBB) até 19 de outubro e tem entrada franca.



Além de ter contato com a flora, a fauna e os vestígios de ocupação humana, os visitantes podem participar de palestras, oficinas e mostra de cinema. Ao assistir projeções de imagens e sons, as crianças experimentarão as sensações de estar bem no meio desse bioma, vendo as sementes se espalharem e ouvindo o barulhinho dos insetos.

A exposição é dividida em três módulos, distribuídos pelos pavilhões, galeria 3 e área externa do CCBB. As crianças passaram por todos eles e conheceram desde as profundas raízes do Cerrado até o infinito ciclo da água. Impressionados, os amigos mal esperam para trazer outros colegas. Juliano resume:

— Eu adorei a exposição, de verdade! Aprendi muita coisa que não sabia. Os experimentos interativos são muito legais e acho que muitas crianças vão querer vir.

 

 

 

Como está dividida a mostra

Grande sertão, veredas: paisagens do Cerrado
O módulo sobre os tipos de vegetação campestre, savânica e florestal foi o preferido de Maria Eduarda. Andando pela instalação Raízes e ramos, ela pôde observar ilustrações das diferentes árvores presentes no Cerrado, que têm em comum as grandes raízes, ainda mais longas que o caule e toda a parte que fica para cima da terra.

— Estar aqui é muito diferente de ver uma foto. Aqui, dá para ver muito mais da árvore, não só a metade que tem para cima! É muito legal ver tudo isso na minha frente.

Bem de pertinho, Maria Eduarda viu árvores de verdade, coletadas especialmente para a exposição. Dava para ver os galhos, o caule e as raízes! E ninguém precisa se preocupar, porque essas árvores já estavam mortas no momento da coleta, autorizada pelo Instituto Brasília Ambiental (Ibram).

— É muito importante que as pessoas venham para cá. É bom conhecer as árvores para desmatar menos. O fogo é importante para o Cerrado, para nascer novas árvores, é natural. Mas queimar por queimar não dá!

 

 

 

Os quatro elementos: água, fogo, terra e ar
E para entender ainda melhor o Cerrado, as crianças conheceram assuntos que parecem muito comuns, mas que fazem toda a diferença: a água, o fogo, a terra e o ar. No Cerrado, o solo parece uma imensa cartela de cores, que fica tão diferenciada pela presença de minerais. O fogo, ao contrário do que parece, pode ajudar o Cerrado se acontecer naturalmente. É que as plantas se protegem, com cascas mais grossas, e crescem tortas para poupar o caule. Só não é legal o impacto das queimadas que os seres humanos causam, que acontecem em frequência muito alta e agridem demais o Cerrado.

Mas a parte preferida de João Vitor foram as maquetes sobre a água. O Cerrado acolhe cerca de 78% da bacia do Araguaia-Tocantins, 47% do São Francisco e 48% do Paraná-Paraguai e tem muito a ensinar sobre os recursos hídricos. Encantado com a maquete sobre o ciclo da água, João Vitor não conseguia tirar os olhos de uma grande nuvem de algodão.

— Eu nunca tinha visto uma nuvem tão de perto! E aqui dá pra ver que a água cai da nuvem, vai para o rio, que segue para o mar e solta evaporação para formar a nuvem de novo! Aprendi muita coisa na exposição, até chamaria um amigo para vir comigo.

 

 

 

A trama do Cerrado: diversidade
O Cerrado não é feito só de árvores retorcidas, não. Para conhecer a pluralidade contida nesse bioma tão rico, Juliano e Luís Felipe (Foto) passearam por cada cantinho desse módulo da exposição. Deu para conhecer inúmeras sementes: algumas bem coloridas e pequenas, outras beges e marrons, que voam com a ajuda de membranas bem levinhas, e ainda aquelas cheias de pelinhos.

Juliano ficou impressionado com as diferentes formas de a natureza espalhar as sementes: além da ajuda do vento, as árvores contam com a correnteza dos rios. Tudo isso ilustrado por uma projeção sobre o movimento do ar e um tanque sobre a ação das águas. Juliano também encheu os olhos com as folhas de muitas cores e formatos, além da diversidade do vocabulário que o povo usa para falar do Cerrado. Dispostas em painéis suspensos, as palavras davam um toque humano à natureza tão cientificamente explicada.

— Aqui, eu acabei de descobrir que as sementes vermelhas que meu avô usa para jogar truco se chamam olho de cabra. Eu amo ir ao rancho do meu avô, é à beira de um rio. A gente sempre saía correndo pra pegar pequi! Eu realmente gostei muito de vir aqui.

Já para Luís Felipe, a melhor parte desse módulo eram os insetos. Tinha de tudo exposto em um painel de vidro: borboletas, mariposas, libélulas, besouros, e até gafanhotos enormes! Não é à toa que a fauna do Cerrado seja tão impressionante. O bioma abriga 13% das borboletas, 35% das abelhas e 23% dos cupins dos trópicos.

— Os insetos são muito legais. Eu amo libélulas, até as pequenininhas. Nunca tinha visto esses grandões, é muito bom poder vê-los aqui!

Não perca. Aparece lá!

» Cerrado - uma janela para o planeta
» Entrada franca
» Em cartaz até 19 de outubro
» Horário de funcionamento: das 9h às 21h
Aberto de quarta a segunda-feira
» Centro Cultural Banco do Brasil Brasília
» SCES Trecho 2, Lote 22
» Informações: 3108-7600

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