Pedalar aumenta o bem-estar

Estudos ingleses e norte-americanos apontam: substituir carro por bicicleta pode fazer bem não só ao corpo, mas também à mente. Para incentivar o uso de bikes, o Correio organiza passeio no Eixão

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postado em 17/09/2014 17:51

 

 

Cansaço, indisposição e até mal-estar. Sensações que nem sempre se sabe a origem podem ser causadas por um hábito perigoso: o sedentarismo. A falta de exercício sempre foi considerada a vilã da boa forma, mas dois estudos publicados recentemente apontam que andar de bicicleta em vez de dirigir ajuda não só na manutenção da saúde física como também na mental. O Correio convida todos os brasilienses para participarem do 2º Passeio Ciclístico da Primavera – Tempo de Plantar, que ocorre domingo no Eixão Sul.



Uma pesquisa desenvolvida ao longo de 18 anos pela Universidade de East Anglia, no Reino Unido, revelou que pedalar ou caminhar até o trabalho aumenta a sensação de bem-estar e é melhor para a saúde mental do que dirigir. Entre os cerca de 18 mil britânicos que participaram do estudo, a maioria que parou de guiar carros e começou a se deslocar de bicicleta ou a pé passou a ter melhor concentração e a se sentir sob menos pressão. O uso do transporte público também traz benefícios e foi considerado melhor para a saúde do que guiar.


Um dos autores do trabalho, Adam Martin afirma que, em vez de se sentirem estressadas nos ônibus ou trens cheios, as pessoas relaxavam, liam e socializavam. “Quanto mais a pessoa usa carro, pior se sente. E na outra ponta, as pessoas que fazem uma longa caminhada para o trabalho costumam se sentir melhor”, afirma Martin.

Felicidade
Com foco na alteração de humor de usuários de diferentes meios de transporte, pesquisadores da Universidade de Clemson, no estado americano da Carolina do Sul, concluíram que a sensação de bem-estar pode variar dependendo da forma de deslocamento. Com mais de 13 mil pessoas consultadas, o estudo revelou que os que optam por se locomover por meio de bikes são mais felizes do que usuários de carros, trens ou ônibus.
Mauro Giuntini se encaixa bem nos resultados das pesquisas. Ciclista desde os 6 anos, o professor de audiovisual da Universidade de Brasília (UnB) não vive sem sua bicicleta. “Às vezes, fico alguns períodos sem andar tanto, mas nunca deixei de pedalar”, conta.


Adepto desde criança, Mauro lembra que a década de 1980 foi a época em que mais usou a bicicleta. Tinha entre 18 e 23 anos e se deslocava para a UnB. “Ia da 112 Sul, onde morava, até a universidade. Não gostava de andar de ônibus nem esperar por eles na parada. A bicicleta me dava uma sensação de liberdade, de prazer. Podia me locomover a hora em que quisesse, escolher o meu caminho.”

A rotina de uso diário de bicicleta se repetiu no início dos anos 1990, quando fez mestrado em Chicago, nos Estados Unidos. Mesmo em dias frios, a bicicleta não ficava guardada. “Só quando nevava, eu usava o transporte público.” Quatro anos atrás, Mauro comprou uma mountain bike e considera agora como o momento em que mais utiliza a bicicleta. “Voltei a andar bastante e até mais do que andava quando tinha 20 e poucos anos. Trilha, viajar de bicicleta. Às vezes, vou para o trabalho. Faz parte da minha rotina”, diz.
Mauro considera pedalar uma necessidade. “Preciso andar pelo menos uma vez na semana para dar uma volta longa. É uma questão de reequilíbrio. Andar de bicicleta faz você se sentir melhor. A gente sente a energia da cidade e das pessoas, além do humor dos bairros. É uma satisfação que eu não deixo de lado.”

Programe-se
2º Passeio Ciclístico da Primavera Tempo de Plantar

Quando: próximo domingo, 21 de setembro
Local da concentração: No Eixão, na altura da 102 Sul, próximo ao Centro Empresarial São Francisco e à estação de metrô da 102 Sul
Horário: a concentração é a partir das 8h30; a largada, às 9h; e o fim do passeio,
por volta das 12h
Trajeto do passeio: vai até a 116 Sul e retorna para a 102 Sul
Participação: livre

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