Emissão de CO2 bate recorde em 2013

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postado em 03/10/2014 16:56

Relatório divulgado esta semana pelo Global Carbon Project mostra que nunca a humanidade emitiu tanto CO2 quanto em 2013. Segundo o estudo, ano passado foi registrado o índice recorde de emissões de dióxido de carbono na atmosfera: 39,8 bilhões de toneladas. Os poluentes são resultado principalmente de atividades industriais e da queima de carvão, petróleo e gás.



O crescimento registrado foi de 778 milhões de toneladas de CO2 na atmosfera, o equivalente a um aumento de 2,3% em relação ao ano anterior. Entre os países que mais contribuíram para os dados alarmantes estão Índia, Estados Unidos e China, que sozinha é responsável por 415 milhões de toneladas, mais da metade das emissões de 2013.

De acordo com a pesquisa, apenas no ano passado a Índia aumentou seus índices de emissão em 5,1% e a China em 4,2%, reflexo do ritmo de crescimento dos dois países. E a previsão dos cientistas é que em 2014 as emissões aumentem em 2,5% em todo o mundo. Segundo o levantamento, emissões de combustíveis fósseis e de desmatamento alcançarão 40 bilhões de toneladas a maior quantidade já liberada na atmosfera na história da humanidade.

Corte nas emissões
Principal responsável pelo estudo, a professora Corinne Le Quére, da universidade de East Anglia, afirma que pequenas mudanças não serão suficiente para salvar o planeta. “O que precisamos é de mudanças substanciais de CO2 da queima de combustíveis fóssies se quisermos limitar as as mudanças climáticas no mundo. Nós não estamos nem perto do comprometimento necessário para nos mantermos abaixo dos 2oC do aumento da temperatura global, nível que já é desafiador de se administrar para a maioria dos países, até mesmo para as nações ricas”.

A mesma opinião é compartilhada por Pierre Friedlingstein, da Universidade de Exeter, na Inglaterra, um dos autores do estudo. “Quanto mais deixarmos de agir, mais provável será que atingiremos esse marco em 2040 “.

Dados do estudo mostram que dos 200 países pesquisados, apenas 20 diminuíram os índices de emissões de gases de efeito estufa, a maioria localizada na Europa, entre eles a Espanha, que registrou o maior corte.

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