Falta de água afeta 13,7 milhões de pessoas

Contradizendo a previsão da Secretaria Estadual de Saneamento e Recursos Hídricos, Alckmin afirma que água não acaba em novembro. Para frear crise, governo lança bônus água

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postado em 16/10/2014 16:12 / atualizado em 16/10/2014 16:15

Em mais um capítulo da crise da água no estado de São Paulo, levantamento divulgado hoje pelo jornal O Estado de S. Paulo aponta que pelo menos 13,7 milhões de pessoas já sofrem com a falta de água em suas casas. Ao menos 68 municípios estão diretamente afetados dos quais 38 decidiram adotar o racionamento para evitar o agravamento da crise. De acordo com a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), três estão em situação de emergência e um em calamidade pública.


Apesar da nítida crise, a Sabesp anunciou hoje que o abastecimento está em fase de regularização. Em comunicado, a entidade justificou o agravamento da falta de água declarando que “as altas temperaturas e a baixa umidade do ar (nível desértico) aliadas à redução da disponibilidade de água provocaram uma série de problemas de abastecimento. A seca histórica, com temperaturas recordes, levou à redução dos níveis dos reservatórios e a consequente limitação de retirada de água imposta pela Agência Nacional de Águas”.

Apesar das declarações feitas em setembro pelo secretário estadual de Saneamento e Recursos Hídricos, Mauro Arce, de que caso a seca continuasse o atual volume do Cantareira garantiria até o dia 21 de novembro o abastecimento de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB) mudou hoje o discurso. O governador negou que o abastecimento de água para a Região Metropolitana acabará em novembro. Segundo o tucano, houve "deturpação" da fala da dirigente na CPI da Sabesp, na Câmara de Vereadores.

"Foi deturpada uma afirmação, desinformando assim a população", declarou Alckmin em entrevista coletiva. Ele afirmou ainda que além da primeira reserva de volume morto do Sistema Cantareira, que já está em uso e que tem 40 milhões de metros cúbicos de água, existe outra, com 108 milhões de metros cúbicos de água. É essa parte do volume morto que garantirá água para a população caso a primeira acabe, de acordo com o tucano.

Desconto para quem economizar
Para tentar frear a crise, o governador anunciou hoje em entrevista que colicitou a Sabesp um bônus gradual na Região Metropolitana de São Paulo para quem reduzir a conta de água.

De acordo com Alckmin, a proposta é conceder, para quem teve uma economia menor que 20%, um bônus condizente com o percentual reduzido. O governador diz que a estatal ainda vai analisar a ideia, mas que acredita que será aprovada. A Cantareira opera com 4,1% da sua capacidade, índice considerado histórico.
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