Indústria com novo foco

A biodiversidade pode ser uma plataforma lucrativa para o setor. A previsão é que a atividade receba aplicação de 300 bilhões de euros em recursos

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postado em 27/10/2014 18:30

O Brasil é o país dono da maior biodiversidade do mundo e isso não é novidade alguma. O fato é que há a chance da terra tupiniquim se tornar referência mundial no desenvolvimento de produtos originados das riquezas naturais espalhadas pelos quatro cantos do país. Para que isso aconteça, a Confederação Nacional da Indústria (CNI), empresários, pesquisadores e representantes do Legislativo e do governo Federal fizeram um levantamento e alegam que é preciso que ocorram algumas mudanças.


Os principais pontos discutidos no 3º Fórum de Bioeconomia-Políticas Públicas e Ambiente para a Inovação e Negócios no Brasil indicam que é importante buscar mais qualificação da mão de obra e diminuir entraves como excesso de burocracia e falta de uma legislação adequada à bioeconomia.

A pesquisa ouviu 100 representantes da indústria, 40 ocupantes de cargos do governo federal e no Congresso Nacional e 20 representantes da área acadêmica. Dentre os entrevistados, cerca de 92% apostam no desenvolvimento do país nessa área, entretanto, 78% deles defendem que não há respaldo jurídico para a iniciativa. Ainda se tratando de estatísticas, 77,5% dos entrevistados consideram insuficiente o apoio à pesquisa, 65,6% dizem que é preciso adequar o marco regulatório e 55,6% disseram que falta mão de obra qualificada no Brasil.

Entre os que responderam às perguntas, mais da metade (51%) tem expectativa de ampliação dos investimentos privados no setor nos próximos três anos. Em comunicado sobre a pesquisa, a CNI destaca que a Organização de Cooperação de Desenvolvimento Econômico prevê que, em 2030, o setor da biotecnologia industrial receba aplicação de recursos em torno de 300 bilhões de euros. Por enquanto, prevalecem os investimentos em biocombustíveis, seguidos pelas aplicações em bioquímicos e bioplásticos.

O diretor de Desenvolvimento Industrial da CNI, Carlos Eduardo Abijaodi, acrescenta que por meio da bioeconomia é que se vai enfrentar desafios como a escassez da água potável, a necessidade de maior produção de alimentos, o envelhecimento da população, a mobilidade urbana e as mudanças climáticas.

A economia é a capacidade de geração de riqueza e a bioeconomia, a geração de riqueza baseada em todo um sistema de lógica e de se replicar a vida. "Saímos de uma economia baseada em lastro mineral, que é a economia do petróleo, com recursos finitos, para uma economia que dá um horizonte de vida no planeta”, explica a coordenadora do Programa de Propriedade Intelectual da CNI, Diana Jungmann.
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