A beleza flamejante dos flamboyants

As árvores frondosas, de flores vermelhas, alaranjadas e amarelas, tomam conta da paisagem brasiliense em meio aos dias nublados. Nas áreas públicas, são 30 mil exemplares colorindo o Distrito Federal

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postado em 30/10/2014 18:43



Símbolo de Goiás, o flamboyant é uma árvore querida pelo brasiliense. Talvez seja porque estamos acostumados a vê-la, vermelha e frondosa, todo fim de ano, desde a década de 1970. Nas áreas públicas do Distrito Federal, estão concentradas aproximadamente 30 mil unidades da espécie, mas o número pode aumentar se considerarmos aquelas plantadas em lotes privados. De acordo com a Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap), nos últimos cinco anos, 5 mil novas mudas foram distribuídas pelo DF.


O nome é francês. Naquela língua, flamboyant significa flamejante. Entretanto, vermelho não é a única cor da planta. Ela também pode ser alaranjada e amarelada. “É fácil encontrar as variações, juntas, no Eixinho”, observa Raimundo Carneiro, chefe da Divisão de Implantação de Áreas Verdes da Companhia de Urbanização da Nova Capital (Novacap).

Segundo dados da Novacap, os primeiros flamboyants foram plantados assim que a capital ganhou forma, em 1960. Uma década depois, eles já estavam na fase adulta e podiam ser admirados por quem morava aqui. Para o biólogo Amaury Cardoso, já havia exemplares da espécie crescendo quando a cidade foi demarcada. “O flamboyant é uma planta bastante característica de Goiás e de Mato Grosso. Provavelmente, já havia surgido aqui quando houve essa mudança”, explica.



Diferentemente do ipê, que demora 15 anos para chegar à vida adulta, o flamboyant precisa de 10. Ele tem raízes agressivas, e parte delas pode inclusive ficar para fora da terra. Por conta dos galhos abertos e baixos, uma vez por ano (ou a cada dois anos), é necessário fazer uma poda leve. “A copa é conhecida como guarda-chuva, pela abertura. A planta é muito tranquila, quase não dá trabalho”, lembra Carneiro.

Pelo menos seis flamboyants embelezam o estacionamento de um grande colégio na 608 Sul. De acordo com um dos seguranças do estabelecimento, Wanderley Guedes, 35 anos, não é incomum ver pais de alunos e até mesmo os próprios estudantes tirando fotos. “As pessoas acham bonito, né? Brasília tem uma relação diferente com as plantas. É algo que significa muito para todos”, afirma.



Na residencial da 205 Sul, as flores vermelhas também chamam a atenção. Morador da quadra há mais de 10 anos, o aposentado Márcio Silveira, 78 anos, prefere flamboyants a ipês. “Vermelho é uma cor muito atraente. E o tom dessa árvore é muito bonito. Infelizmente, duram pouco tempo plenamente abastecidas”, diz. O tempo de floração não ultrapassa um mês nem ocorre mais de duas vezes por ano.

Há 200 anos

Originário da costa leste da África, de Madagascar e de ilhas do Oceano Índico, o flamboyant pode ser encontrado em qualquer parte do Brasil. As primeiras mudas foram trazidas ao país no início do século 19. A árvore é muito utilizada em projetos paisagísticos.

Nome científico: Delonix regia
Climas: equatorial, subtropical, tropical
Origem: África
Altura: entre 6 e 9 metros
Luminosidade: sol pleno
Ciclo de vida: perene
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